Segundo os estudos em neurociências, por mais incrível que pareça, o que desperta prazer, satisfação e de certa forma alegria ao indivíduo não é dinheiro, beleza ou poder, mas três coisas bem simples. Aprendizado, superação e sofrimento.
Este último parece
estranho de se falar ou entender. Como alguém pode ter prazer em sofrimento?
Basta analisar algumas pessoas com quem conversamos às vezes. Se você viu um
acidente com dois mortos, ele viu um com 5. Se você fez uma cirurgia de 3
horas, ele fez uma de 8 horas. Se seu filho é malcriado, o dele tentou
matá-lo...
Este tipo de
automutilação emocional causa um prazer fora do comum em muitas pessoas. Só que
obviamente não é um sofrimento verdadeiro ou ainda já é algo do passado e
cicatrizado, pois se fosse algo que realmente incomodasse não ficaria revivendo
o tempo todo...é mais para chamar a atenção e ter para si o tempo dos outros.
Uma coisa que é boa e
realmente causa prazer e satisfação é a
superação. Aquela sensação de alívio de um dever difícil cumprido. Depois de
tanto estudar e pagar caro por um curso conseguir a finalização. Vencer um
campeonato.
O mais incrível é que o
que mais dá satisfação não é dinheiro, poder, fama...,mas aprender...a euforia
de qualquer criança ao realizar uma tarefa que pode ser banal para um adulto,
mas para ela é uma descoberta mostra o quanto isso excita a mente.
E este é o grande
problema, pois muitos ao terminar seus estudos não querem mais aprender,
"não preciso mais aprender nada, agora vou ganhar dinheiro" e daí não
se empenha nem em aprender um novo ofício, tipo muitos mecânicos nos anos 90
que o carburador aos poucos foi substituído e muitos não se empenharam em
aprender com funciona a injeção eletrônica, pois carburação é melhor e mais
autêntica, ou ainda nos dias atuais, onde é crescente o número de recursos
on-line para aprendizado, mas muitos defendem que a qualidade cai.
É um fato que talvez a
carburação seja melhor ou o ensino presencial seja de maior qualidade, mas o
fato é que eles ocorrem e precisamos sempre nos atualizar e aprender. Os cursos
de datilografia se tornaram nos primeiros cursos de digitação nos computadores.
Neil DeGrassi Tyson e
Anete Guimarães, a quem dedico este texto de hoje, pois foi minha inspiração,
são dois dos que defendem que devemos sempre querer aprender mais e mais. É
isso que nos dá alegria de viver. É deste tipo de pensamento que o mundo
precisa, mas cada vez mais as pessoas não querem nem ter o trabalho de pensar e
preferem aderir aos pensamentos prontos.
Muitas vezes as pessoas
defendem uma ideia e ao se esgotarem os recursos de defesa a solução é sempre
dizer que "meu professor estudou muito isso e dizia isso", ou ainda
"Fulano de Tal foi um grande pensador
e defendia essa ideia!", mas a pergunta é "QUAL É O SEU
PENSAMENTO?".
O princípio do
pensamento é claro que surgiu de algum pensador, mas é preciso moldar o seu
pensamento, ideias e concepções, pois é mais fácil de defender, pois é sua
ideia. Muitas vezes aquele pensador que se copia muda de ideia ao longo dos
anos e refuta a própria concepção. O Stephen Hawking disse que não existia um
Deus, mas depois admitiu a existência de um ser superior, mas ainda hoje ateus
e religiosos usam essa afirmação para justificar seus ideais.
O fato é que as pessoas
que chegam a uma certa idade com um vigor e vontade de crescer são aqueles que
nunca se cansaram de aprender. Isto não significa que precisa fazer um curso de
graduação, mas talvez aprender a mexer
numa máquina, aprender um idioma ou ainda um instrumento musical já é o
suficiente para vencer desafios e aprender, além de ativar à área do cérebro
responsável pela satisfação e prazer.
O grande segredo da
fonte da juventude é sempre aprender cada vez mais. O cérebro agradece, o corpo
agradece e sua vida agradecerá sempre.
Simples assim!
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