A empatia é a capacidade de alguém se colocar no lugar do outro.
Existem expressões no mundo inteiro que dão essa característica. Os ingleses falam em ninguém poder entender o que o outro passa até calçar seus sapatos.
Empatia vem do grego "empatheia" que vem de emoção, ou seja, em emoção ou com emoção. Aristóteles falava em dar emoção ao inanimado.
Ao se falar de envelhecimento, parece que empatia poderia significar que deveríamos ter compaixão pelos idosos, mas passa longe disso.
Hoje temos leis que protegem e fazem se ter respeito pelos mais velhos. Antigamente a educação já bastava.
Respeitar os mais velhos não é uma questão de educação, mas de entender que se temos hoje, seja lá o que for, devemos a eles. Se hoje temos estradas, alguém no passado abriu uma trilha.
Ser empático com o idoso é respeitar o nosso próprio futuro.
Não tem como compreender o que será de nós no futuro sem entender o que são eles hoje. A característica principal é essa. Nos conhecer mais para compreender o próximo. Compreender nossos medos e incertezas em envelhecer para compreender os medos e incertezas dos que já envelheceram.
Muitos vivem aquilo que temeram a vida inteira. Este é um dos grandes problemas. Viver o drama daquilo que sempre teve medo. É como passar o ano inteiro brincando no colégio, mas chega o dia da prova final que se for reprovado, perderá o ano inteiro. É uma tensão incalculável, porém para as pessoas essa tensão é "para sempre", principalmente para aqueles que não se cuidaram ou não respeitaram esse momento.
Eles vivem a situação do tipo "Sempre achamos que só pode acontecer com o outro!", mas pode e muito provavelmente acontecerá conosco.
Sermos empáticos com os mais velhos não é respeitar eles, mas de fato é procurar nos conhecer melhor e não temer o que há de vir.
Simples assim!
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