Quando somos crianças, ao convivermos com outras iguais a
nós tendemos a criar laços e conviver.
Laço vem do latim que significa lacĕus, por laquĕus,i 'nó ou
qualquer armadilha para caça e ainda cilada.
Neste exemplo seria nó. Algo que não pode ser desfeito facilmente. Conviver já
vem de viver ao lado e viver ainda significa existir com vida....
Amizade pode ser definido com ter vida ao lado de alguém que
você não se desfaz facilmente.
Ao chegar à adolescência muitas mudanças podem ocorrer.
Mudanças de desejos, de cidade, de vontades, de gostos e ainda tem a
possibilidade de ainda não ter havido essas mudanças e serem unidos, a vida
adulta com trabalhos, família pode ocasionar essa mudança de direção.
Ainda pode haver laços, talvez um pouco mais frouxos por
conta de caminhos diferentes que possa seguir, mas quando chegam os filhos e
netos, a família se torna grande e precisa ser administrada.
Por mais que ainda haja laços, ficam um pouco distantes.
A mente precisa de constantes estímulos e muitas vezes a carreira
profissional não permite. Se não se faz isso nas horas de folga com hobbies que
estimulem, só sobra as pessoas com quem se convive.
Por melhor que seja o casamento, as conversas tornam-se
muitas vezes até previsíveis. Quando as pessoas se aposentam e vão até a
esquina jogar dominó e geralmente com as mesmas pessoas, obviamente é melhor
que ficar em casa apenas vendo TV. Se lemos livros sempre sobre os mesmos
assuntos, caímos na mesma questão da previsibilidade. Tendemos a prever o que
pode acontecer. Isso inclui o jogo de dominó com os mesmos companheiros,
conversas conjugais, livros etc.
Se participamos de novos núcleos de amigos, conheceremos novos
universos que são as mentes que cada um possui. Cada vez que conhecemos alguém
novo e começamos uma nova conversa, isso abre espaço para conhecer algo novo.
Isso vai ativar áreas dentro da cabeça e criar conexões, ajudando a manter o
cérebro menos envelhecido.
Essa necessidade é tão primária nossa que é comum vermos
pessoas mais velhas em filas de banco puxando conversa com qualquer um. Nas
casas de repouso geriátricas, estimulam pessoas a adotarem um “vovô” ou “vovó”
para periodicamente irem conversar com essas pessoas.
A falta de diálogo é o primeiro passo para a solidão. Talvez
as tarefas diárias quando se é jovem façam com que não se pense muito em criar
ou manter laços, mas um dia essas tarefas diminuem. Muitas vezes a pessoa se
ocupa com mais trabalho, quando de fato só precisa de um diálogo.
A comunicação foi uma das coisas que fez o homem evoluir ao
longo das eras e é o que está nos fazendo regredir. Tanta tecnologia hoje, mas
somos mais passivos que ativos no meio delas. Precisamos vocalizar, ou seja,
usar a voz, assim como precisamos escrever. Isso vai ativar áreas no cérebro
que ajudam a formalizar a comunicação, coisa que a digitação pura e simples não
consegue.
Esses laços com aqueles que nos foram próximos no passado
precisam ser estreitados. Se não for possível, pelo menos novos laços precisam
ser feitos. A falta destes laços pode levar a processos com depressão, dentre
outras doenças emocionais.
Criar laços é uma das melhores formas de não envelhecer
Maravilhoso 👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾😍💜 Obrigada 🤩
ResponderExcluirObrigado você por ter lido
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