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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Para termos uma vida nova, um bom passo a ser dado é liberar a raiva da criança dentro de nós.

Ano novo, vida nova.

A maioria das pessoas colocam um marco de mudança em datas específicas. Primeiro dia da semana, primeiro dia do mês, primeiro dia do ano...

Já existe até uma contraproposta que quem deveria mudar somos nós e não o ano.

De fato, possivelmente as duas colocações devem estar certas.

Quando nos propomos a fazer algo diferente, desenvolvemos o talento de mudar o próprio destino. Se essa decisão é tomada realmente do fundo da alma, pouco importa se é segunda-feira, dia primeiro ou qualquer coisa.

A questão principal é se a criança interior teve suas mágoas consoladas e seus desejos respondidos.

Se pudéssemos nos encontrar com o nosso eu quando tínhamos oito anos de idade, ele nos agradeceria por ter cumprido parte das promessas  ou nos acharia um fracasso?

Parte das promessas porque muitos não conseguirão ser campeões mundiais ou astronautas, porém muitas vezes não são sonhos impossíveis como ter uma casa no campo e um cachorro ou morar perto da praia, ser um engenheiro ou médico. Não ser chato como muitos adultos são.

Ao longo da vida vamos matando os desejos de criança muito por não acreditarmos que somos capazes de ter uma casa no campo ou na praia, desistimos de ser engenheiro ou médico. Desistimos de não sermos chatos como muitos adultos.

Isto não chega a matar a criança interior, mas a deixa extremamente irritada. Esta criança nos acompanha a vida inteira. Sufocamos, reprimimos, mas ela continua lá cada vez mais raivosa.

E quanto mais sufocamos, mais difícil nos propormos a mudar na virada do ano, pois ela continua raivosa.

Talvez essa seja a razão pela qual os adultos sejam os chatos que achamos quando crianças. Um adulto chato se torna alguém mais velho mais chato ainda, caso não se perdoe e olhe para a criança interior. Liberar a raiva no sentido de deixar ir embora por praticar o autoperdão e não de explodir em fúria.

O autoperdão é necessário para termos uma velhice plena, além de aceitar que nem tudo ocorre como planejamos.

Para termos uma vida nova, um bom passo a ser dado é liberar a raiva da criança dentro de nós.

Simples assim!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Temos que deixar de idealizar as máscaras criadas por nós mesmos!

No Natal as pessoas ficam mais sensíveis, seja pelo fato de acreditarem no nascimento de Jesus Cristo, seja pelo fato que vão ter uma ceia farta, seja pelo fato que vão ganhar presentes, seja pelo fato que ganharão algo de pessoas com situação financeira melhor...

O problema grande que existe nesta época é que muitas pessoas ficam sensíveis em fazer o bem. Isto não é ruim, mas é preciso ser sensível e fazer o bem o ano todo.

A sociedade hoje está tão louca que fazer o bem se tornou um sinônimo de ser bobo, para não dizer algo pior.

Para nos proteger de decepções, muitas vezes criamos máscaras e acreditamos que somos aquilo que projetamos. Algumas vezes essas máscaras também são para esconder frustrações nossas do passado e às vezes até da infância.

No Natal todos se permitem serem bons e permitem que os outros sejam também. Ao terminar as festividades, muitos voltam a sobriedade e secura de todos os dias.

Se nos permitíssemos sermos bons o tempo todo e isso for de coração, não nos importaremos do que pensarão de nós.

O importante é o pensamento que deve ser diário, anual e ao fim da vida.

Eu fiz tudo que era possível para tornar o mundo ao meu redor um lugar melhor de se viver? Eu fiz o suficiente para que alguém tivesse o sofrimento diminuído? Eu dei bom dia olhando nos olhos para alguém que a sociedade o faz invisível, como um varredor, porteiro, um pedinte?

Se ao fim da vida ninguém se importar conosco, podemos dizer que o mundo é cruel, mas se estamos nos importando que ninguém vai se importar conosco é porque no fundo queremos que se importem, mas talvez a máscara que idealizamos e vestimos os afastou.

Quem queremos ser? Nós mesmos ou quem criamos ilusoriamente?

Temos que deixar de idealizar as máscaras criadas por nós mesmos!
Simples assim!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Para buscar um futuro diferente, precisamos nos desligar das crenças do passado que recriam o nosso presente.

Diga-me com quem andas que te direi quem és.

Um proverbio bem antigo, mas é perfeito para se entender como muitas coisas na vida se comportam.

Muitos podem dizer que andam com personalidades diferentes da sua, mas não se deixam envolver. Isto pode ser verdade, mas para se estar com um certo grupo de pessoas, algo em comum deve existir. Não é uma imposição nem regra, mas uma lógica. Talvez não goste de futebol ou cerveja, mas gosta de rock ou samba que o outro também gosta.

Sempre se aborda que se queremos alguma coisa diferente na vida, precisamos mudar nossos hábitos e pensamentos. Isto é um fato longe de qualquer dúvida.

Porém, muitas vezes se queremos mudanças na vida, dificilmente mantemos os mesmos quadros de amizade ou de convívio. Pode parecer louco, mas fazemos isso ao longo da vida sem perceber.

Quando saímos do colégio e entramos num curso técnico o convívio muda, pois os assuntos mudam, assim como quando se entra na faculdade, ou muda de emprego, principalmente quando se muda também de área. Trabalha com vendas e sai de uma loja de pneus para uma loja de materiais esportivos.

Essas amizades que surgem nestes momentos não vão se dissipar, mas saem do convívio.

Quando se pretende mudar de vida, naturalmente as pessoas se afastam. Quando se vive numa vida de frustrações e reclamações, tendemos a conviver que compartilhem do mesmo sentimento, para poder ter com quem chorar as mágoas. Quando se pensa em parar de reclamar, ao conviver com outras pessoas que reclamam tendemos a repetir o processo. Voltamos a reclamar.

Infelizmente quando tomamos decisões, passamos a deixar de conviver com algumas pessoas que caso persistam nesta convivência, farão reforçar as antigas crenças que tentamos abandonar.

Se queremos ter paz de espírito, envelhecer com qualidade e ainda buscarmos a felicidade, precisamos parar de conviver com pessoas que reforçam o estereótipo que nada é bom, que envelhecer é ruim e ainda que felicidade é uma ilusão.

Pessoas assim roubam nosso tempo e muitas vezes ao estarmos presos em rotinas que temos dificuldades em sair delas, fica difícil nos desprender dessas pessoas, por melhor que elas sejam ou não mal-intencionadas, pois muitas vezes elas estão presas a rotinas, querem sair da mesma forma, mas não conseguem se desligar e assim, muitas vezes deixamos de evoluir por medo de perder a convivência com elas.

Essas mudanças acontecem. Ao mudarmos os hábitos, mudam as posturas e mudam até as amizades. Não vão deixar de ser amigos, mas não haverá mais as mesmas convivências.

Para envelhecer com qualidade é preciso conviver com os que acreditam que isso é real e possível.

Para buscar um futuro diferente, precisamos nos desligar das crenças do passado que recriam o nosso presente.

Simples assim!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Muitos não gostam de coisas que aconteceram no passado que machucaram, mas repetem os padrões que revivem os erros.

Existem padrões que todos repetem na vida. A rotina faz parte da vida de qualquer animal ou vegetal. A diferença é que o vegetal não pensa em sua rotina. Um tigre caça a cada 3 dias quando tem fome. As formigas coletam dejetos para levar para o formigueiro.

Tentar sair da rotina é uma tarefa difícil. Mesmo para pessoas que dizem que nunca fazem nada igual a cada dia, se observarmos ao longo de um longo período haverá uma repetição de atitudes. É inconsciente.

Este é o fato que torna difícil sair da rotina. Ser inconsciente. Repetimos padrões sempre e por não pararmos para observar sobre a vida, não percebemos que uma atitude que temos na vida em algum momento desencadeará uma reposta. Chamam de lei do retorno, lei de ação e reação, lei dos rendimentos crescentes...todas falam que você é livre para plantar o que quiser, mas a colheita será obrigatória.

Muitas vezes algo que desagrada acontece em nossas vidas e tendem a se repetir e perguntamos “por que isto está acontecendo comigo?”, quando a pergunta mais correta é “Onde eu errei?”.

Tudo que acontece em nossas vidas são de nossa total responsabilidade. Existe a piada que fala que numa enchente, o sujeito estava em cima da casa e passaram dois botes e uma lancha oferecendo ajuda e ele sempre negava dizendo “Deus vai me salvar”. Quando a água subiu e ele morreu, ao chegar no Céu, encontra-se com Deus e pergunta porque Ele permitiu aquilo e a resposta de Deus foi “Eu mandei vários barcos, seu bobo!”.

A pergunta é: E quando alguém nos faz mal e nos coloca para baixo? É culpa nossa que deixamos essa pessoa entrar em nossas vidas, ficar e mais ainda culpa nossa em permitir que esta pessoa nos ponha para baixo.

Deixar uma pessoa ruim ou algo ruim entrar em nossas vidas faz parte do aprendizado, mas continuar permitindo que situações assim aconteçam é repetir padrões que deveríamos observar sempre para evita-los.

Muitos não gostam de coisas que aconteceram no passado que machucaram, mas repetem os padrões que revivem os erros.

Simples Assim!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

As feridas de infância precisam ser descobertas para tirarmos as crenças que limitam nossa felicidade na maturidade!

Muitas vezes para se entender certos processos de envelhecimento é preciso entender quem foi essa pessoa em sua juventude, para ser mais exato, na infância.

É durante a infância que os processos de formação do caráter acontecem.

Desde aprendizados até traumas.

Todas estas experiências servem para deixar a pessoa mais amarga, mais maleável, mais doce, mais preparada, mais displicente...

O número de situações que deixam uma pessoa com bloqueios são infinitas e do mesmo jeito que as experiências prévias servem para preparar as pessoas para novos aprendizados, por exemplo, quando uma pessoa aprende uma língua, já terá facilidades em aprender uma segunda língua, um trauma prévio deixará a pessoa mais susceptível a acrescentar outros traumas aos existentes.

A piora vem quando nos ensinam que devemos realmente temer o desconhecido ou ainda, nem tentar vencer o medo para não nos machucarmos, seja emocionalmente ou fisicamente.

Ao chegar ao fim da vida, se nos perguntassem “Você viveu? Você foi feliz?”, muitos provavelmente não saberiam responder a primeira e com certeza diriam não para a segunda.

A vida foi feita para errar e acertar, para rir e chorar, para os momentos bons e ruins. Ser feliz é aceitar que nada é perfeito.

Muitos destes medos nos deixam com limitações ou como chamam hoje em dia, crenças limitantes. Todos estamos sujeitos a elas, mas o diferencial será daqueles que tentarem melhorar, crescer e aprender.

Ao nos questionarmos sobre quem nós somos, se nós vivemos e se somos felizes, não importa qual idade tenhamos, muitas das respostas serão encontradas na infância, mas é preciso parar para refletir.

Cada vez que não pararmos para nos analisarmos, empurraremos a solução dessas crenças baseadas na infância cada vez mais para a frente e quanto mais tarde descobrirmos, menos tempo termos para sermos felizes por perceber as imperfeições que fazem parte da vida.

As feridas de infância precisam ser descobertas para tirarmos as crenças que limitam nossa felicidade na maturidade!

Simples assim!

Quando aceitamos quem somos, crescemos!

 O medo costuma ser visto como algo negativo, mas foi ele que garantiu nossa sobrevivência ao longo da evolução. Trata-se de uma emoção esse...