Se fala que educar não é cortar as asas, mas orientar o voo.
Muitas vezes quando se fala em educação, está se treinando
pessoas para se pensar de um modo aceito.
Parece meio absurdo se falar isso, mas é um fato.
UM filme que fez muito sucesso com Eddie Murphy dos anos 80
retrata um pouco isso. Em “Um Príncipe em Nova York”, ele é obrigado a se casar
com a moça escolhida para ser sua esposa, porém se apaixona por outra moça e
diante da insistência do pai que ele deve se casar com a escolhida e não a que
ele se apaixonou questiona a esposa “essa é a tradição, então quem sou eu para
mudar a tradição?” e a esposa responde “pensei que você era o rei!”.
Somos educados para termos dois pensamentos. Ou é sim ou é
não. O “talvez” é considerado dúvida,
mas muitas vezes pode ser uma resposta concreta, mas a formação que nos dão não
permite isso.
É fácil de perceber que existe uma terceira resposta quando
se pergunta a um pai ou uma mãe de qual filho gosta mais. “Eu gosto dos dois!”,
daí pode surgir a afirmação que “ Precisa escolher um deles!”...quem disse?
Quando assumimos o controle da vida de alguém só restam duas
alternativas que são “você está certo”, caso siga o que queiramos e “você está
errado”, caso não siga. Existe uma outra possibilidade que é deixar que a
pessoa erre, não no sentido do que queremos, mas do erro propriamente dito. A
pessoa pode optar por ler um livro de trás para frente ou ler as primeiras
linhas de cada página, daí passar para a segunda linha...não precisa seguir o
livro do começo ao fim como queremos, mas ele vai perceber que deste jeito é o
certo e a história do livro possuirá lógica.
Muitas vezes se tenta controlar para os moldes que queremos
por termos medo de sermos superados, de não sabermos as respostas e principalmente
de ficarmos na zona de conforto e não procurarmos as repostas às perguntas que
surgirão .
Ao envelhecermos, não existe maneira certa ou errada de
envelhecer, mas o jeito de cada um. “Se eu me comportar de maneira correta,
terei uma vida longa e saudável?”...talvez...pois isso depende de muitas
variáveis. O importante é termos nosso jeito próprio de acharmos o caminho do
envelhecimento. A maneira como cada um fez que pode ter dado certo para eles,
não significa que dará certo para nós. Esta é a razão que precisamos procurar
nosso jeito de sermos quem nós somos e como queremos envelhecer.
As pessoas que mais sabem viver, que menos se estressam, que
mais envelhecem bem, que menos têm problemas, não seguiram uma regra de boas
maneiras ou procedimentos a não ser o fato que sempre procuraram ser eles
mesmos e não tiveram de tentar e errar.
Quanto mais erramos, mais acertamos na próxima vez e
obviamente não é nos moldes que alguém nos colocou. Não devemos controlar
ninguém e nem permitir que nos controlem, pois tiraremos a individualidade daquela
pessoa ou perdendo a nossa.
Tentar e errar é a melhor forma de envelhecer. Isso tira
muito stress da vida e quanto mais cedo começarmos, melhor!
Simples assim!
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