Os mesmos processos que nos fizeram evoluir são os mesmos que estão fazendo atrasar, talvez.
O medo sempre fez parte do processo do ser humano.
Precisamos dele para haver autopreservação.
Sem o medo, enfrentaríamos muito mais perigos e situações de
possível morte.
Se analisarmos a teoria da evolução, pode-se dizer que os
que não tinham medo não deixaram descendentes.
A valentia fez a humanidade perder muitos grandes gênios.
Um dos casos mais famosos foi de Évariste Galois, brilhante
matemático que perdeu sua vida em um duelo no ano que completaria 21 anos, por
se envolver com uma moça comprometida.
Nos dias atuais, pessoas que têm medo são logo rotuladas de
medrosas ou covardes.
É preciso enfrentar o medo!
De fato, o medo não deve ser enfrentado, mas controlado. A
preservação da vida é fundamental por ele existir, mas dependendo da situação,
precisamos controlar.
O medo de situações novas, o medo da rejeição, o medo de
envelhecer.
Não são medos sem fundamentos. Eles são construídos, assim
como muitos outros tipos de medo, pelas crenças do meio em que vivemos.
Não podemos deixar que o medo nos controle, mas sim
controlarmos ele.
Seria como saltar de paraquedas. A queda é inevitável, mas
ao termos um aparato que freia a velocidade da queda, podemos controlar o “pouso”.
O medo da morte é o que nos faz preservar a vida. O medo de
envelhecer é o que deveria fazer com que buscássemos minimizar aquilo que nos
faz temer o envelhecimento.
Doenças, limitações....elas são inevitáveis. Acontecerão.
Caberá a nós controlarmos como ocorrerão, assim como o paraquedas numa descida
de grandes altitudes.
Não buscar controlar o medo achando que o problema
simplesmente sumirá é o mesmo que achar que se não abrir o paraquedas algo bom
acontecerá e evitará a queda livre.
Hoje a ciência já sabe que o “cérebro” da célula não é o
núcleo, mas a membrana, onde passam todas as informações para o funcionamento
desta.
Bons ou maus pensamentos afetam essa membrana.
Controlar o medo e acionar o paraquedas é a forma como
podemos envelhecer com qualidade.
Pensar que chegaremos bem ao chão não é falta de medo, mas
controle dele para a autopreservação.
Acreditar que podemos é a melhor forma de sobreviver e
envelhecer.
Simples assim
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