Mas o que é o medo?
A origem é latina e significa algo como perturbação. Metus,
angústia diante de um risco ou uma ameaça real ou imaginária.
Infelizmente boa parte dos nossos medos vêm de situações imaginárias
baseadas em crenças que desenvolvemos ou nos colocam na mente.
Certa vez percebi uma família passando em frente a um portão
de carros que começou a se abrir. Mal havia se mexido, a mãe da criança já
gritou com ela dizendo “corre, corre, corre!” e esta começou a correr
assustada, olhando para trás tentando entender o que havia de tão perigoso ali,
pois havia um portão que começara a se abrir que mal dava para passar uma
pessoa quando a ordem de fuga foi dada.
Há uma probabilidade desta criança crescer com medo de
carros, motos, caminhões ou até de protões abrindo.
Não que um carro em alta velocidade não seja perigoso, ainda
mais se este perder o controle, mas não podemos viver com medo de tudo, ou
seja, viver com angústia de um risco ou ameaça real ou imaginária.
Se o medo é real, devemos evitar aquilo que nos afronta?
Seria melhor procurar entender se aquilo é real ou
imaginário. Se real, aprender a lidar com ele, pois o medo pode cegar. Vemos
nos filmes que diante de um predador como Leão ou onça, devemos ficar imóveis e
esperar que ele se vá. Existem vídeos que mostram reações neste âmbito e aparentemente
funcionam.
Alguns podem pensar que existe uma chance do animal
atacar...sim, mas se sair correndo, esta chance fica em 100% de certeza que ele
correrá atrás, alcançará e o derrubará.
A outra opção ao analisar é verificar que o medo é
imaginário, daí não há porque temer, mas se for um medo enraizado, trabalhar
isso da melhor forma e com profissionais, como psicólogos ou terapeutas.
De fato, tudo aquilo que é novo nos causa medo. E como forma
de proteção, criamos os conceitos prévios.
O fato de criar preconceitos contra tudo que nos apavora não
faz aquilo sumir. A melhor solução é enfrentar e superar, além de aceitar.
Só seremos capazes de superar os nossos medos se os
conhecermos!
Simples assim!
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