Vivemos
em uma era onde o mundo parece girar em uma velocidade onde tudo é exigido para
ontem, anteontem e semana passada. Mergulhados em um estado de hipnose
cotidiana, realizando tarefas no automático e perdendo a percepção do que
realmente acontece ao nosso redor. Um clichê, mas nem vemos o sol se pôr. Nessa
condição de “falta de tempo” ou “sem tempo”, tudo se resume a uma regra básica
de economizar energia. No entanto, muitos de nós cometemos o erro de gastar
nossa energia tentando sustentar o insustentável. A máscara da perfeição.
Admitir
um erro é, antes de tudo, um ato de inteligência e condição de viver o momento.
Quando nos recusamos a aceitar uma falha, entramos em um looping de
justificativas e desculpas. Quanto mais desculpas e justificativas, mas certo
de que estamos errados, pois quem está certo não se desgasta a este ponto.
Gastamos horas tentando fechar brechas e dar credibilidade a narrativas
distorcidas apenas para proteger o ego. Esse esforço contínuo é um anzol para
pescar crises de ansiedade. O peso de carregar uma mentira ou um erro não
admitido sobrecarrega a mente e intoxica o corpo.
Para
viver mais e melhor, é preciso deixar o ego de lado e mergulhar no
autoconhecimento. Esse processo nem sempre é confortável; aprender com as
próprias falhas exige encarar verdades que preferiríamos ignorar. É nesse
desconforto que o caráter é formatado e forjado. Muitos daqueles que trilham
esse caminho são chamados de "pessoas frias" quando algo ocorre, mas,
na verdade, eles carregam os calos de quem já recebeu muitas lições da vida e
entendeu que a transparência é o caminho mais curto para a paz.
Ao
abandonar a necessidade de estar sempre certo, compreendemos que quase nada
está sob nosso controle absoluto. Essa percepção traz uma leveza. Paramos de
lutar contra a correnteza e passamos a agir com estratégia. Como diz a
sabedoria popular: "Não podemos mudar o vento, mas podemos ajustar as
velas". Viver com a consciência limpa é a maior ferramenta de longevidade
que existe. Afinal, não temos como controlar o mundo, mas podemos controlar
como nos posicionamos nele!
Simples
assim!
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