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sexta-feira, 23 de abril de 2021

A racionalidade e emoção poderão encontrar o equilíbrio apenas se vivermos os momentos de afetividade.

 

No livro “Aprendi Tudo ao Contrário ou me Ensinaram Tudo Errado” o escritor Milton de Oliveira fala sobre muitas coisas a respeito de emoção e uma frase logo no começo do livro é interessante de se comentar.

“O ser humano é um fenômeno resultante da transformação da energia emocional em relações de afetos, das quais surge a representação simbólica. Reações emocionais, relações afetivas e formulações racionais são diferentes níveis de complexidade do ser humano”.

Tudo isso porque muitas vezes os fenômenos da emoção, afetividade e racionalidade tendem a ser estudados separadamente.

De fato, um complementa o outro de alguma forma. Este é o grande desafio de uma pessoa dentro da sociedade. Existe uma máxima que fala que “se não quiser se decepcionar com as pessoas, seja amigo das máquinas”.

O ser humano sempre decepcionou, sempre decepciona e sempre decepcionará, de propósito ou sem querer, principalmente por tendermos a criar expectativas em relação às emoções com ele e com sobre a afetividade.

Independente das expectativas criadas, as decepções sempre ocorrem porque as pessoas são falhas e são regidas por emoções.

O caminho bom a ser seguido é ter boas relações de afeto e equilibra a emoção com a racionalidade. Isso só se consegue após muitas decepções. Ao aprender como lidar com certas pessoas. Seja para o bem o para o mal.

Quando somos crianças não medimos as vezes que caímos. Apenas focamos no sucesso em caminhar e depois correr. Assim acontece com as situações afetivas. Sejam elas amorosas, fraternais, profissionais ou familiares.

Não é fácil conviver com pessoas. Cada cabeça é um mundo e para algumas pessoas, cada cabeça é um universo.

É preciso entender que ninguém é perfeito, mas aprendemos a conviver com quem é necessário conviver, assim como aprendemos as pessoas que não queremos viver. Temos opções, mas para isso é preciso vivenciar convivências.

A racionalidade e emoção poderão encontrar o equilíbrio apenas se vivermos os momentos de afetividade.

Simples assim!

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