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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Amadurecer é entender em que ponto devemos parar de cavar o próprio buraco!

Geraldo Rufino é um destes gênios da engenharia social e também da resiliência. Ele foi de uma pobreza absoluta até uma estabilidade financeira que muitos invejam, mas o mais importante é que ele também desenvolveu uma estabilidade emocional.

Em uma entrevista ele relatou que quando chegamos ao fundo do poço é porque fomos nós que cavamos o buraco e cada vez que cava o buraco a terra é jogada em cima de alguém. O pior é culpar àqueles que receberam as pás de terra pelos desmantelos ocorridos.

Uma analogia perfeita e é assim na vida em relação aos negócios e em relação aos anos de vida.

Existe uma frase que diz que “Deus lhe dá liberdade para plantar o que quiser, mas é justo o suficiente para que colha exatamente o que plantou”.

Muitas pessoas justamente plantam aquilo o que lhe convém, incluindo a outra analogia, cava o buraco como quer e joga terra nos outros como bem entende. Ao final da vida, muitas vezes ainda no meio da vida, começa a colher o que plantou ou percebe que cavou fundo demais, daí a saída do buraco se torna bem mais difícil, mas não impossível.

O problema é a pessoa aceitar que aquele buraco é culpa sua. Fica mais fácil culpar os outros que tiveram terra jogada em cima deles e para eles, muitas vezes como retaliação ou até mesmo proteção, jogar a terra de volta ao buraco.

Muitos culpam os outros, a vida e até Deus pelos males que enfrenta. Come o que não deve e em excesso, bebe o que não deve  e em excesso, faz tudo de forma exagerada e errada e espera que nunca pegue uma doença metabólica, cardíaca ou algo pior.

Esta é a questão, não nos ensinam, de fato, a plantar o correto. Não nos ensinam a não cavar. O pior, não nos ensinam, pelo menos da maneira correta, que aquele buraco vai nos trazer problemas e para todos em redor.

Quando percebemos que existem muitos a nos criticar com um determinado defeito, pessoas que não se conhecem e para completar estivermos por baixo, temos que ter a humildade, ou pelo menos o bom senso de analisar se não estamos errando demais. Uma pessoa nos chamar de errado não é problema, mas muitas...

Ao envelhecer, temos a oportunidade de amadurecer e aprender a perceber a hora de para de cavar o buraco, de parar de jogar terra nos outros, pedir desculpas pela terra, começar a tapar o buraco e se for grandioso o suficiente, pedir para aqueles em quem jogamos terra que jogue de volta para sair de lá. Se estes não aceitarem é uma outra questão.

Ao chegarmos a uma certa fase da vida, estivermos sós, com todos dando as costas, será a hora de termos humildade de verificar se o erro não foi nosso. Ao mesmo tempo, se estamos bem, é perceber se aqueles que estão abandonados pelos próximos, apesar do que a educação social e antropológica, além da jurídica determinam, entender que os que têm mais idade e estão sós pode não ser simplesmente maldade dos outros, mas uma resposta.

Não justifica, mas explica e faz entender. Aqueles que abandonaram é uma outra história e um outro processo.

Não nos cabe julgar, mas entender apenas e respeitar o processo de cada um e principalmente entender o nosso processo.

Amadurecer é entender em que ponto devemos parar de cavar o próprio buraco!

Simples assim!

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