Geraldo Rufino é um destes gênios da engenharia social e também da resiliência. Ele foi de uma pobreza absoluta até uma estabilidade financeira que muitos invejam, mas o mais importante é que ele também desenvolveu uma estabilidade emocional.
Em uma entrevista ele relatou que quando chegamos ao fundo
do poço é porque fomos nós que cavamos o buraco e cada vez que cava o buraco a
terra é jogada em cima de alguém. O pior é culpar àqueles que receberam as pás
de terra pelos desmantelos ocorridos.
Uma analogia perfeita e é assim na vida em relação aos
negócios e em relação aos anos de vida.
Existe uma frase que diz que “Deus lhe dá liberdade para
plantar o que quiser, mas é justo o suficiente para que colha exatamente o que
plantou”.
Muitas pessoas justamente plantam aquilo o que lhe convém, incluindo
a outra analogia, cava o buraco como quer e joga terra nos outros como bem
entende. Ao final da vida, muitas vezes ainda no meio da vida, começa a colher
o que plantou ou percebe que cavou fundo demais, daí a saída do buraco se torna
bem mais difícil, mas não impossível.
O problema é a pessoa aceitar que aquele buraco é culpa sua.
Fica mais fácil culpar os outros que tiveram terra jogada em cima deles e para
eles, muitas vezes como retaliação ou até mesmo proteção, jogar a terra de
volta ao buraco.
Muitos culpam os outros, a vida e até Deus pelos males que
enfrenta. Come o que não deve e em excesso, bebe o que não deve e em excesso, faz tudo de forma exagerada e
errada e espera que nunca pegue uma doença metabólica, cardíaca ou algo pior.
Esta é a questão, não nos ensinam, de fato, a plantar o
correto. Não nos ensinam a não cavar. O pior, não nos ensinam, pelo menos da
maneira correta, que aquele buraco vai nos trazer problemas e para todos em
redor.
Quando percebemos que existem muitos a nos criticar com um
determinado defeito, pessoas que não se conhecem e para completar estivermos
por baixo, temos que ter a humildade, ou pelo menos o bom senso de analisar se
não estamos errando demais. Uma pessoa nos chamar de errado não é problema, mas
muitas...
Ao envelhecer, temos a oportunidade de amadurecer e aprender
a perceber a hora de para de cavar o buraco, de parar de jogar terra nos
outros, pedir desculpas pela terra, começar a tapar o buraco e se for grandioso
o suficiente, pedir para aqueles em quem jogamos terra que jogue de volta para
sair de lá. Se estes não aceitarem é uma outra questão.
Ao chegarmos a uma certa fase da vida, estivermos sós, com
todos dando as costas, será a hora de termos humildade de verificar se o erro
não foi nosso. Ao mesmo tempo, se estamos bem, é perceber se aqueles que estão
abandonados pelos próximos, apesar do que a educação social e antropológica,
além da jurídica determinam, entender que os que têm mais idade e estão sós
pode não ser simplesmente maldade dos outros, mas uma resposta.
Não justifica, mas explica e faz entender. Aqueles que
abandonaram é uma outra história e um outro processo.
Não nos cabe julgar, mas entender apenas e respeitar o
processo de cada um e principalmente entender o nosso processo.
Amadurecer é entender em que ponto devemos parar de cavar o
próprio buraco!
Simples assim!
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