O tempo não é absoluto, mas relativo.
Einstein dizia que poderia se passar minutos trabalhando e a
sensação seria de horas, porém horas com uma bela dama pareceriam um instante.
O tempo minuto é absoluto, mas a sensação de tempo é que é
importante. Muitas vezes vemos o tempo passar e não sentimos. De repente
estamos mais velhos, vivemos de relógio muito tempo, mas muitas vezes não
tivemos muitas experiências sobre algo que queríamos ter, ou tivemos muita
experiência daquilo que não tínhamos tanta vontade assim de viver.
O tempo ter sido desperdiçado só existe se ficarmos parados sabendo
que as coisas acontecem e temos medo de tentar. Mesmo assim, sempre haverá
tempo de começarmos algo.
Clarisse Lispector foi uma escritora muito além de seu tempo
e disse certa vez “Renda-se, como eu me
rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em
entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”.
Ficamos tão preocupados muitas vezes em viver o que não
vivemos ou viver o que não podemos ainda que esquecemos de viver o que
acontece.
A vida só acontece uma vez e cada momento é único. Por mais
que se fotografe, filme, registre, só terá fortes sensações em nossa memória,
só se vivermos.
Como disse Fernando Pessoa, “Às vezes ouço passar o vento; e
só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”, e isso basta.
Viver sem ter vivido não serve. É como simplesmente passar
por algum lugar, saber que houve, o que havia, como era.
De repente estamos velhos e só passamos, daí nos sentimos
acabados.
De repente estamos velhos e vivemos a vida, nos sentimos
renovados.
Começar o dia com um novo objetivo simples e nada mais.
Simples Assim!
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