Duas frases retratam bem sobre o futuro e se complementam. “Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro”, dita por Confúcio, um dos maiores filósofos do mudo oriental, e a outra frase é “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”, dita por Alan Kay, programador.
Mais de dois mil anos separam as duas frases e uma coisa é
certa. Nada mudou.
A modernidade traz facilidades para todos nós, mas conceitos
antigos, que ao contrário que se pensa, não são situações desatualizadas.
Os conceitos de treinamento desportivo hoje seguem os mesmos
princípios que eram empregados pelos gregos há dois mil anos.
A maneira como se faz a impressão de um livro ou revista é o
mesmo que Gutemberg fez há mais de quinhentos anos atrás.
Os computadores usam os mesmos códigos binários
desenvolvidos há mais de setenta anos atrás por Alan Turing.
A diferença é que nos dias atuais, a tecnologia e ciência
apenas conseguem ser mais precisas na análise e respostas.
O treinamento tem como aliado medidas que vão aumentar a
precisão de resposta para cada atleta.
As gráficas levam minutos para produzir um livro que levaria
meses no passado.
Os processamentos feitos por um computador são feitos em
segundos o que antes levaria horas.
Tudo continua como sempre foi, mas com a facilidade de que
dados podem ser analisados e em relação ao futuro, ao se perceber o que
aconteceu nos últimos dois mil anos, fica mais fácil de se perceber o que
melhor funciona ou o que não funciona.
Ao ser analisado o que foi feito no passado de uma pessoa,
fica fácil perceber o que pode acontecer com este no futuro, ainda mais que em
dois mil anos muitas pessoas podem ter repetido os erros ou comprovado os
acertos.
Na hora de criar o futuro, podemos usar como ponto de acerto
as angústias e dores, pois estas são alarmes de algo que fizemos não deu certo.
Um problema de saúde pode significar que nossos hábitos de
vida estão errados. Ansiedades podem significar que estamos sendo severos com
outros ou com nós mesmos. Uma dor de cabeça pode significar que passamos dos
limites em algum momento de nosso dia.
Quando percebemos que o presente não é aquilo que almejamos
ou planejamos em algum momento do passado e nos causa frustração, não significa
que envelhecer ou viver seja ruim, mas que apenas precisamos redirecionar nossos
planos para que possamos melhor criar o futuro.
A dor é incômoda, mas é ela que nos avisa o que há de errado.
Infelizmente muitos ignoram e desligam o alarme. É como colocar um alarme dentro
de casa e ao ouvir disparar, ao invés de ver o que aconteceu, desliga-se.
Nosso corpo e mente
falam o que há de errado no presente baseado no que fizemos no passado,
mas tomamos um analgésico filosófico e ignoramos e obviamente para repetir os
mesmos erros.
As chances de sermos melhores nos são dadas, todos os dias,
mas ao desligar o alarme, perdemos a chance de evoluir.
Simples assim!
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