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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Cometemos suicídios todos os dias quando renunciamos a nós mesmos

 O suicídio é quando alguém tira a própria vida. A origem é latina e vem de suicidium, formado por sui, a si mesmo, e o sufixo -cidium, que representa um assassinato, associado ao verbo caedere, que significa matar. Quando mata uma criança é infanticídio, matar um infante ou criança, patricídio quando é dos próprios pais, genocídio quando é de um povo ou raça, pois geno significa isso...

A forma que se mata são inúmeras. Basicamente pode ser rápida ou lenta. Envenenando aos poucos uma pessoa ou simplesmente empurrando de um lugar alto. Perante muitas teorias ou culturas, uma pessoa que pratica esportes radicais pode ser considerada um suicida. Ele escala uma montanha que oferece altos riscos. Ele pratica um esporte a motor que a máquina chega a mais de 300 por hora.

Uma das falhas da expressão de matar é achar que é só quando a morte acontece apenas de forma “física” ou do corpo. O auto sacrifício mental também é também uma espécie de suicídio.  Uma pessoa que renuncia a si mesmo por nenhum ato nobre é um suicídio. Uma mãe ou pai que renuncia a seu conforto por oferecer algo melhor aos seus filhos é um auto sacrifício louvável. Ou alguém que doa um órgão em vida, sabendo que poderá ter um prejuízo no futuro também é algo aceitável.

Todos os dias e todas as horas existe alguém que renuncia a algo por medo ou baixa autoestima. Isso é um suicídio. Muitos podem pensar que isso “não vai tirar a vida de ninguém!”.  O problema é que quando temos nosso íntimo ferido, isso vai causar uma descarga de hormônios como adrenalina e cortisol que levam a problemas com o sono, sem falar na queda do imunológico que vai afetar na facilidade em contrair ou adquirir doenças que estas sim, podem levar a uma morte física.

A autossabotagem é um dos fatores que mais levam a morte de forma indireta de muitas pessoas. Quando a pessoa renuncia a seus sonhos por uma vida confortável, por exemplo. Alguém que faz um concurso numa área que não é a que se agrada pelo simples fato de ter uma estabilidade e que não usa de seus ganhos pra realizações pessoais.

Algum artista que consegue ser um popstar e fazer fortuna, mas perde sua liberdade de sair tranquilamente de casa e ir até a esquina comprar pão sem ser assediado é outra forma de explicar essa perda. Fama não é algo que você liga e desliga à sua conveniência.

 Esta é a razão pela qual muitas vezes as pessoas comuns não entendem que aquele famoso ou aquele sujeito que tem um ótimo salário entraram em depressão. As pessoas muitas vezes pensam que ter fama e fortuna é a resposta para tudo.

Entender que se fugirmos muito aos nossos princípios básicos pessoais é uma forma de suicídio é um bom começo para começar a sair deste processo autodestrutivo inconsciente que somos levados.

Tudo isso não quer dizer para a pessoa não procurar ser famosos ou popstar, ou ainda não fazer um concurso ou coisas do gênero, mas que isso acontecendo, busque algo que lhe dê prazer real. Não é carro de luxo, mansões ou vida fácil, mas buscar aprender quem é você mesmo e o que você quer.

Aproveitar a fama para ajudar alguém de forma voluntária e anônima. Aproveitar o dinheiro para aprender um idioma que quis quando criança, mas não teve condições. Aprender um instrumento musical. Ler mais livros. Conhecer um monumento histórico que só viu nos livros de história.

O grande problema é que quando começamos renunciar a algumas coisas essenciais, entramos numa roda e desistimos de outras coisas mais por achar que perdemos completamente nossa essência.

Cometemos suicídios todos os dias quando renunciamos a nós mesmos

Simples assim!

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