O suicídio é quando alguém tira a própria vida. A origem é latina e vem de suicidium, formado por sui, a si mesmo, e o sufixo -cidium, que representa um assassinato, associado ao verbo caedere, que significa matar. Quando mata uma criança é infanticídio, matar um infante ou criança, patricídio quando é dos próprios pais, genocídio quando é de um povo ou raça, pois geno significa isso...
A forma que se mata são inúmeras. Basicamente pode ser rápida
ou lenta. Envenenando aos poucos uma pessoa ou simplesmente empurrando de um
lugar alto. Perante muitas teorias ou culturas, uma pessoa que pratica esportes
radicais pode ser considerada um suicida. Ele escala uma montanha que oferece
altos riscos. Ele pratica um esporte a motor que a máquina chega a mais de 300
por hora.
Uma das falhas da expressão de matar é achar que é só quando
a morte acontece apenas de forma “física” ou do corpo. O auto sacrifício mental
também é também uma espécie de suicídio. Uma pessoa que renuncia a si mesmo por nenhum
ato nobre é um suicídio. Uma mãe ou pai que renuncia a seu conforto por
oferecer algo melhor aos seus filhos é um auto sacrifício louvável. Ou alguém
que doa um órgão em vida, sabendo que poderá ter um prejuízo no futuro também é
algo aceitável.
Todos os dias e todas as horas existe alguém que renuncia a
algo por medo ou baixa autoestima. Isso é um suicídio. Muitos podem pensar que
isso “não vai tirar a vida de ninguém!”.
O problema é que quando temos nosso íntimo ferido, isso vai causar uma descarga
de hormônios como adrenalina e cortisol que levam a problemas com o sono, sem
falar na queda do imunológico que vai afetar na facilidade em contrair ou adquirir
doenças que estas sim, podem levar a uma morte física.
A autossabotagem é um dos fatores que mais levam a morte de forma
indireta de muitas pessoas. Quando a pessoa renuncia a seus sonhos por uma vida
confortável, por exemplo. Alguém que faz um concurso numa área que não é a que
se agrada pelo simples fato de ter uma estabilidade e que não usa de seus ganhos
pra realizações pessoais.
Algum artista que consegue ser um popstar e fazer fortuna,
mas perde sua liberdade de sair tranquilamente de casa e ir até a esquina
comprar pão sem ser assediado é outra forma de explicar essa perda. Fama não é
algo que você liga e desliga à sua conveniência.
Esta é a razão pela
qual muitas vezes as pessoas comuns não entendem que aquele famoso ou aquele
sujeito que tem um ótimo salário entraram em depressão. As pessoas muitas vezes
pensam que ter fama e fortuna é a resposta para tudo.
Entender que se fugirmos muito aos nossos princípios básicos
pessoais é uma forma de suicídio é um bom começo para começar a sair deste
processo autodestrutivo inconsciente que somos levados.
Tudo isso não quer dizer para a pessoa não procurar ser
famosos ou popstar, ou ainda não fazer um concurso ou coisas do gênero, mas que
isso acontecendo, busque algo que lhe dê prazer real. Não é carro de luxo, mansões
ou vida fácil, mas buscar aprender quem é você mesmo e o que você quer.
Aproveitar a fama para ajudar alguém de forma voluntária e
anônima. Aproveitar o dinheiro para aprender um idioma que quis quando criança,
mas não teve condições. Aprender um instrumento musical. Ler mais livros. Conhecer
um monumento histórico que só viu nos livros de história.
O grande problema é que quando começamos renunciar a algumas
coisas essenciais, entramos numa roda e desistimos de outras coisas mais por
achar que perdemos completamente nossa essência.
Cometemos suicídios todos os dias quando renunciamos a nós
mesmos
Simples assim!
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