A necessidade de diminuir o outro mostra que simplesmente a pessoa tem insegurança ou complexos de inferioridade.
Se sentir por baixo é normal, mas estas dificuldades servem
para nos fazer aprender algo.
Geralmente quando tem algo em alguém que mal conhecemos, mas
nos incomoda é porque estamos realizando algo que os psicólogos chamam de
projeção. Nada mais é que se enxergar naquela pessoa e perceber algo que não
gostamos em nós mesmos existe naquela pessoa.
Seja por qual for a razão que aquela pessoa nos incomoda, o
grande detalhe é aprendermos a lidar com isso e o primeiro passo é aceitar que
temos defeitos e ao invés de escondê-los do mundo mostrando superioridade em
algo é aceitar e tentar mudar.
O grande problema é justamente esse. Aceitar que precisa
mudar, pois mudar significa sair da zona de conforto e a consequência disso é
fazer algo que vai causar muito incômodo.
O problema maior não é superar estes problemas, mas lidar
com outras pessoas que precisam lidar com suas frustrações complexos de inferioridades
que descontarão isso em todos ao redor e possivelmente em nós.
Este é um exercício maior e mais difícil se não conseguirmos
nos perdoar primeiro.
Quando não se perdoa o outro, sempre jogamos algo ruim para
aquela pessoa que é percebido num olhar, expressões faciais, maneira de colocar
as mãos nos bolsos, não importa. Isso é percebido. Sem dúvidas haverá uma
resposta proporcional de volta.
Para alcançar um estado de leveza, então, necessitamos exercer
a habilidade de encontrar as falhas em nós mesmos, nos perdoarmos delas e
aprender a perdoar o próximo que nos incomoda, que teoricamente, ao nos
perdoarmos, não haverá necessidade de perdoar ele consequentemente não haverá
reciprocidade.
O “inimigo” tem o poder de lhe incomodar, mas ao perdoar,
você arranca o poder do inimigo e desta forma você perdoa a si mesmo.
Na verdade, o inimigo não está no outro, mas em si mesmo.
Muitas vezes, para não dizer todas as vezes, o nosso inimigo
maior somos nós mesmos.
Simples assim!
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