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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Envelhecer pode ser o declínio da juventude, mas com certeza é o despertar da sabedoria.

 A vida é uma eterna gangorra. Em algum momento estamos em cima e noutro estamos em baixo.

Mesmo estando em cima, sempre temos algo que perdemos para estar lá. Parece confuso, mas é um fato.

No momento que deixamos de sair com os amigos para estudar para uma prova, perdemos este momento de confraternização para ter a chance de nos dar bem em um determinado certame ou evento.

Às vezes perdemos o ônibus para irmos para casa, mas ele quebra no meio do caminho debaixo de uma chuva densa.

Toda vez que temos uma perda é necessário olhar para dentro de nós mesmos para saber o que poderia ser aquele evento específico.

Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de ruim, já dizia Buda.

Existem em algumas graduações uma disciplina que chamam de felicidade, para aprender a ser feliz, mas seria mais apropriado chamar de resiliência ou adaptabilidade.

As árvores que resistem às tempestades são as que são mais flexíveis.

Aquelas mais rígidas tombam, mesmo assim, se suas raízes se mantiverem intactas, ele volta a crescer e a vida segue seu curso.

Sempre haverá um caminho a seguir se tivermos as raízes fortes ou formos flexíveis.

Envelhecer significa saber nos adaptarmos a estas perdas e como podemos aprender com isso.

As pessoas que ficam se martirizando por perdas tendem a ficar no esquecimento delas mesmas com elas. O destino é um grande professor. Nos ensina tudo que precisamos saber. A reprovação virá se não aprendermos o que nos oferece.

Ficar preso a eventos que não deram certos nos faz perder a oportunidade de observar novos eventos.

Numa pescaria, ao perder um peixe normalmente joga-se de volta o anzol na busca de outro peixe. Se cada vez que um pescador perdesse um peixe ele baixasse a vara e recolhesse o anzol para se lamentar daquele perdido, nunca mais conseguiria pescar outro peixe.

A vida não é fácil, mas se torna mais difícil se não aceitarmos as derrotas.

O envelhecimento é a mesma coisa. Talvez não seja agradável envelhecer, mas se tornará desagradável se não aproveitarmos para aprender com a sabedoria que chega com o avanço da idade.

Sempre haverá uma gangorra na vida. Se algo está para baixo, algo com certeza estará para cima.

Envelhecer pode ser o declínio da juventude, mas com certeza é o despertar da sabedoria.

Simples assim!

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