Uma sociedade onde tudo precisa ser perfeito e entregue antes do prazo, fica difícil ter tempo para si mesmo.
Somos quase obrigados a aceitar tudo que a moda impõe.
Não dá para comprar uma roupa sem fugir da moda, pois todas
são iguais ao que foi ditado na moda primavera/verão ou outono/inverno.
Até sobre o ator ou atriz bonito do momento ou quem
canta...tudo isso é meio imposto e coitado de quem não gostar ou achar o mesmo
que a maioria.
Ter os próprios pensamentos é muito difícil. Talvez ache
estranho a afirmação, por justamente achar que tem liberdade de pensamento.
Alguns especialistas dizem que a capacidade de absorção de
informações pelo homem foi ultrapassada após a revolução industrial. Após isso,
o homem corre atrás da possibilidade de tentar reter alguma coisa, mas é
impossível.
O mais importante não é seguir ou não seguir à moda.
Existe uma frase que diz que o errado é errado, mesmo que todos
façam. O certo é certo, mesmo que ninguém faça.
Alguns podem questionar “Mas o que é certo ou errado? O que
é para mim pode não ser para você!”
Isto é um fato, mas se partir para o princípio que o que eu estou
fazendo pode prejudicar alguém e mesmo assim faço, pode-se dizer que está
errado em prejudicar alguém.
Não é o fato de passar em uma prova e outro não passar, como
muitos defendem que isso é opressão, mas o fato de tomar uma atitude que só
beneficie a si próprio e pior, com isso prejudique alguém.
Isso se chama moral.
Existem muitos fatos ocorridos ao longo da história.
Nos esportes existem muitas histórias assim, onde uma
atitude prejudicou alguém quando só quem o fez se beneficiou.
A maior dificuldade é dizer não a algo que é fácil, mesmo que
isso desintegre a moral.
Essa a grande questão.
Renunciar algo que dará uma glória instantânea, mas fará
perder a essência.
Uma pergunta difícil de se responder:
Abriria mão de uma fortuna incalculável pela paz mundial?
Seria capaz de continuar com a vida que tem, desde que o
benefício fosse nunca mais haver uma guerra no mundo? Ou prefere deixar tudo
como está em troca de ser um dos mais ricos do mundo?
Somos obrigados a aceitar muita coisa para sermos aceitos em
um ciclo e isso muitas vezes vai de encontro à nossa personalidade.
Existe um filme chamado Campo dos Sonhos, estrelado por
Kevin Costner. Não caberia aqui comentar detalhes sobre o filme, mas na
história, ao encontrar um jogador de baseball do passado que abandonou o
esporte e foi ser médico e distribuía leite para crianças necessitadas,
perguntou se ele não se arrependeu de ter deixado um futuro glorioso e se ele
aceitaria tentar viver tudo aquilo. O médico, em questão, disse que não era
mais tão importante. Ao ser questionado que desistir de viver um minuto de um
momento de glória seria uma tragédia, ele responde que “Se fosse médico apenas
por um minuto é que seria realmente uma grande tragédia”.
A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Simples assim!
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