Existe uma diferença grande entre cansaço e desistir
Pode parecer que é a mesma coisa, mas não são.
O cansaço é algo momentâneo que após um período de descanso
(daí a palavra des + cansar) consegue retomar de onde parou.
Muitas vezes se interrompe pensando em recuperar o fôlego ou
energia e muitos podem pensar que foi desistência.
Muitas vezes essa pausa é necessária.
Duas expressões utilizadas na medicina são agudo e crônico.
Agudo é aquela coisa imediata e crônico algo permanente.
Pode-se dizer, então, que cansaço é agudo e desistência é
crônico.
Podemos cansar e depois retomar.
Não há problema algum em parar um pouco, assim como não há
problemas em desistir, quando se percebe que não vale o esforço, por exemplo,
começar a treinar aos 50 anos para bater o Record mundial dos 100 metros no atletismo,
sem ser na categoria acima dos 50, claro.
A única desistência não permitida é aquela que se deixa para
trás porque se acha incapaz de conseguir.
Se assim fosse, Amélia Earhart não teria pilotado um avião,
ou Machado de Assis não teria escrito livros, ou os irmãos Rebouças não teriam
se tornado engenheiros, ou ainda Charles Lindberg não teria atravessado o Atlântico
com o avião Spirit of Saint Louis.
São inúmeros exemplos.
Mas o importante salientar que a desistência com consistência
não é covardia e muito menos o cansaço é fraqueza.
É preciso escolher quais batalhas devemos travar, quais
desistir e que nuca devemos retroceder por achar que não somos capazes, pois quem
acredita sempre alcança.
É quase pejorativo dizer que a pessoa mais velha está
cansada. Pode ficar mais lento, menos disposto, mas nunca uma pessoa que vive
tanto pode se dizer cansado. Quando se desiste por achar que a velhice é algo
ruim é acreditar não ser capaz de ser feliz quando se tem mais idade.
O cansaço não é fraqueza, mas sinal de luta.
Simples assim.
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