Muitas vezes quando temos algum problema pedimos a opinião de alguém “de fora”, pois quem vê de fora consegue enxergar por outro parâmetro. Assim como existe um proverbio inglês que fala que para entender o outro é preciso calçar seus sapatos, ou seja, se colocar no lugar do outro.
Como foi dito mais de uma vez, precisamos nos conhecer
melhor, fazer uma análise de nós mesmos, pois muitas vezes chegamos ao fim da
vida e não sabemos quem somos.
Temos que assumir o papel de observador. Primeiro de nós
mesmos e depois de quem está perto de nós. É a mesma situação do avião quando
nos dão instruções sobre os procedimentos de segurança. Primeiro coloque sua máscara
e depois de quem estiver ao seu lado, caso ele não seja capaz de fazê-lo
sozinho.
Como podemos querer ajudar alguém se não nos conhecemos e
consequentemente não somos capazes de nos ajudarmos?
Um resumo pode ser feito com a tríade observador-reflexão-autoconhecimento.
Passamos a vida sem a mínima capacidade de observar tudo em
nossa volta principalmente porque não aprendemos a nos observar.
A vida acontece nos pequenos detalhes e infelizmente irrelevamos
isso.
A vida é tudo uma questão de perspectiva. Copo meio cheio ou
meio vazio. Metade do caminho percorrido ou metade do caminho a percorrer.
Muitas vezes quando paramos e filosofamos sobre a vida não é
para perceber nem quem somos e nem onde estamos. Muitos podem pensar que sabe
quem são, mas um ensaio muito interessante que se pode ser feito com quem tem
filhos e sobrinhos. Um fingir que é o outro. A criança vai representar da forma
mais pura, inocente e livre de qualquer maldade quem você é, não com a ideia de
pôr defeitos, mas justamente retratar como nos mostramos.
Muitas vezes fingimos ser alguém que não somos apenas por insegurança
e esquecemos quem somos e sem nossa identidade, deixamos de ser tudo.
Aprendermos a sermos observadores de nós mesmos. Refletir
sobre quem somos. Nos conhecer melhor. Daí observar, refletir e conhecer quem
nos cerca.
O mundo nada mais é aquilo que projetamos sobre nós mesmos. Queiramos
ou não.
Simples assim.
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