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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Para termos uma vida nova, um bom passo a ser dado é liberar a raiva da criança dentro de nós.

Ano novo, vida nova.

A maioria das pessoas colocam um marco de mudança em datas específicas. Primeiro dia da semana, primeiro dia do mês, primeiro dia do ano...

Já existe até uma contraproposta que quem deveria mudar somos nós e não o ano.

De fato, possivelmente as duas colocações devem estar certas.

Quando nos propomos a fazer algo diferente, desenvolvemos o talento de mudar o próprio destino. Se essa decisão é tomada realmente do fundo da alma, pouco importa se é segunda-feira, dia primeiro ou qualquer coisa.

A questão principal é se a criança interior teve suas mágoas consoladas e seus desejos respondidos.

Se pudéssemos nos encontrar com o nosso eu quando tínhamos oito anos de idade, ele nos agradeceria por ter cumprido parte das promessas  ou nos acharia um fracasso?

Parte das promessas porque muitos não conseguirão ser campeões mundiais ou astronautas, porém muitas vezes não são sonhos impossíveis como ter uma casa no campo e um cachorro ou morar perto da praia, ser um engenheiro ou médico. Não ser chato como muitos adultos são.

Ao longo da vida vamos matando os desejos de criança muito por não acreditarmos que somos capazes de ter uma casa no campo ou na praia, desistimos de ser engenheiro ou médico. Desistimos de não sermos chatos como muitos adultos.

Isto não chega a matar a criança interior, mas a deixa extremamente irritada. Esta criança nos acompanha a vida inteira. Sufocamos, reprimimos, mas ela continua lá cada vez mais raivosa.

E quanto mais sufocamos, mais difícil nos propormos a mudar na virada do ano, pois ela continua raivosa.

Talvez essa seja a razão pela qual os adultos sejam os chatos que achamos quando crianças. Um adulto chato se torna alguém mais velho mais chato ainda, caso não se perdoe e olhe para a criança interior. Liberar a raiva no sentido de deixar ir embora por praticar o autoperdão e não de explodir em fúria.

O autoperdão é necessário para termos uma velhice plena, além de aceitar que nem tudo ocorre como planejamos.

Para termos uma vida nova, um bom passo a ser dado é liberar a raiva da criança dentro de nós.

Simples assim!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Temos que deixar de idealizar as máscaras criadas por nós mesmos!

No Natal as pessoas ficam mais sensíveis, seja pelo fato de acreditarem no nascimento de Jesus Cristo, seja pelo fato que vão ter uma ceia farta, seja pelo fato que vão ganhar presentes, seja pelo fato que ganharão algo de pessoas com situação financeira melhor...

O problema grande que existe nesta época é que muitas pessoas ficam sensíveis em fazer o bem. Isto não é ruim, mas é preciso ser sensível e fazer o bem o ano todo.

A sociedade hoje está tão louca que fazer o bem se tornou um sinônimo de ser bobo, para não dizer algo pior.

Para nos proteger de decepções, muitas vezes criamos máscaras e acreditamos que somos aquilo que projetamos. Algumas vezes essas máscaras também são para esconder frustrações nossas do passado e às vezes até da infância.

No Natal todos se permitem serem bons e permitem que os outros sejam também. Ao terminar as festividades, muitos voltam a sobriedade e secura de todos os dias.

Se nos permitíssemos sermos bons o tempo todo e isso for de coração, não nos importaremos do que pensarão de nós.

O importante é o pensamento que deve ser diário, anual e ao fim da vida.

Eu fiz tudo que era possível para tornar o mundo ao meu redor um lugar melhor de se viver? Eu fiz o suficiente para que alguém tivesse o sofrimento diminuído? Eu dei bom dia olhando nos olhos para alguém que a sociedade o faz invisível, como um varredor, porteiro, um pedinte?

Se ao fim da vida ninguém se importar conosco, podemos dizer que o mundo é cruel, mas se estamos nos importando que ninguém vai se importar conosco é porque no fundo queremos que se importem, mas talvez a máscara que idealizamos e vestimos os afastou.

Quem queremos ser? Nós mesmos ou quem criamos ilusoriamente?

Temos que deixar de idealizar as máscaras criadas por nós mesmos!
Simples assim!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Para buscar um futuro diferente, precisamos nos desligar das crenças do passado que recriam o nosso presente.

Diga-me com quem andas que te direi quem és.

Um proverbio bem antigo, mas é perfeito para se entender como muitas coisas na vida se comportam.

Muitos podem dizer que andam com personalidades diferentes da sua, mas não se deixam envolver. Isto pode ser verdade, mas para se estar com um certo grupo de pessoas, algo em comum deve existir. Não é uma imposição nem regra, mas uma lógica. Talvez não goste de futebol ou cerveja, mas gosta de rock ou samba que o outro também gosta.

Sempre se aborda que se queremos alguma coisa diferente na vida, precisamos mudar nossos hábitos e pensamentos. Isto é um fato longe de qualquer dúvida.

Porém, muitas vezes se queremos mudanças na vida, dificilmente mantemos os mesmos quadros de amizade ou de convívio. Pode parecer louco, mas fazemos isso ao longo da vida sem perceber.

Quando saímos do colégio e entramos num curso técnico o convívio muda, pois os assuntos mudam, assim como quando se entra na faculdade, ou muda de emprego, principalmente quando se muda também de área. Trabalha com vendas e sai de uma loja de pneus para uma loja de materiais esportivos.

Essas amizades que surgem nestes momentos não vão se dissipar, mas saem do convívio.

Quando se pretende mudar de vida, naturalmente as pessoas se afastam. Quando se vive numa vida de frustrações e reclamações, tendemos a conviver que compartilhem do mesmo sentimento, para poder ter com quem chorar as mágoas. Quando se pensa em parar de reclamar, ao conviver com outras pessoas que reclamam tendemos a repetir o processo. Voltamos a reclamar.

Infelizmente quando tomamos decisões, passamos a deixar de conviver com algumas pessoas que caso persistam nesta convivência, farão reforçar as antigas crenças que tentamos abandonar.

Se queremos ter paz de espírito, envelhecer com qualidade e ainda buscarmos a felicidade, precisamos parar de conviver com pessoas que reforçam o estereótipo que nada é bom, que envelhecer é ruim e ainda que felicidade é uma ilusão.

Pessoas assim roubam nosso tempo e muitas vezes ao estarmos presos em rotinas que temos dificuldades em sair delas, fica difícil nos desprender dessas pessoas, por melhor que elas sejam ou não mal-intencionadas, pois muitas vezes elas estão presas a rotinas, querem sair da mesma forma, mas não conseguem se desligar e assim, muitas vezes deixamos de evoluir por medo de perder a convivência com elas.

Essas mudanças acontecem. Ao mudarmos os hábitos, mudam as posturas e mudam até as amizades. Não vão deixar de ser amigos, mas não haverá mais as mesmas convivências.

Para envelhecer com qualidade é preciso conviver com os que acreditam que isso é real e possível.

Para buscar um futuro diferente, precisamos nos desligar das crenças do passado que recriam o nosso presente.

Simples assim!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Muitos não gostam de coisas que aconteceram no passado que machucaram, mas repetem os padrões que revivem os erros.

Existem padrões que todos repetem na vida. A rotina faz parte da vida de qualquer animal ou vegetal. A diferença é que o vegetal não pensa em sua rotina. Um tigre caça a cada 3 dias quando tem fome. As formigas coletam dejetos para levar para o formigueiro.

Tentar sair da rotina é uma tarefa difícil. Mesmo para pessoas que dizem que nunca fazem nada igual a cada dia, se observarmos ao longo de um longo período haverá uma repetição de atitudes. É inconsciente.

Este é o fato que torna difícil sair da rotina. Ser inconsciente. Repetimos padrões sempre e por não pararmos para observar sobre a vida, não percebemos que uma atitude que temos na vida em algum momento desencadeará uma reposta. Chamam de lei do retorno, lei de ação e reação, lei dos rendimentos crescentes...todas falam que você é livre para plantar o que quiser, mas a colheita será obrigatória.

Muitas vezes algo que desagrada acontece em nossas vidas e tendem a se repetir e perguntamos “por que isto está acontecendo comigo?”, quando a pergunta mais correta é “Onde eu errei?”.

Tudo que acontece em nossas vidas são de nossa total responsabilidade. Existe a piada que fala que numa enchente, o sujeito estava em cima da casa e passaram dois botes e uma lancha oferecendo ajuda e ele sempre negava dizendo “Deus vai me salvar”. Quando a água subiu e ele morreu, ao chegar no Céu, encontra-se com Deus e pergunta porque Ele permitiu aquilo e a resposta de Deus foi “Eu mandei vários barcos, seu bobo!”.

A pergunta é: E quando alguém nos faz mal e nos coloca para baixo? É culpa nossa que deixamos essa pessoa entrar em nossas vidas, ficar e mais ainda culpa nossa em permitir que esta pessoa nos ponha para baixo.

Deixar uma pessoa ruim ou algo ruim entrar em nossas vidas faz parte do aprendizado, mas continuar permitindo que situações assim aconteçam é repetir padrões que deveríamos observar sempre para evita-los.

Muitos não gostam de coisas que aconteceram no passado que machucaram, mas repetem os padrões que revivem os erros.

Simples Assim!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

As feridas de infância precisam ser descobertas para tirarmos as crenças que limitam nossa felicidade na maturidade!

Muitas vezes para se entender certos processos de envelhecimento é preciso entender quem foi essa pessoa em sua juventude, para ser mais exato, na infância.

É durante a infância que os processos de formação do caráter acontecem.

Desde aprendizados até traumas.

Todas estas experiências servem para deixar a pessoa mais amarga, mais maleável, mais doce, mais preparada, mais displicente...

O número de situações que deixam uma pessoa com bloqueios são infinitas e do mesmo jeito que as experiências prévias servem para preparar as pessoas para novos aprendizados, por exemplo, quando uma pessoa aprende uma língua, já terá facilidades em aprender uma segunda língua, um trauma prévio deixará a pessoa mais susceptível a acrescentar outros traumas aos existentes.

A piora vem quando nos ensinam que devemos realmente temer o desconhecido ou ainda, nem tentar vencer o medo para não nos machucarmos, seja emocionalmente ou fisicamente.

Ao chegar ao fim da vida, se nos perguntassem “Você viveu? Você foi feliz?”, muitos provavelmente não saberiam responder a primeira e com certeza diriam não para a segunda.

A vida foi feita para errar e acertar, para rir e chorar, para os momentos bons e ruins. Ser feliz é aceitar que nada é perfeito.

Muitos destes medos nos deixam com limitações ou como chamam hoje em dia, crenças limitantes. Todos estamos sujeitos a elas, mas o diferencial será daqueles que tentarem melhorar, crescer e aprender.

Ao nos questionarmos sobre quem nós somos, se nós vivemos e se somos felizes, não importa qual idade tenhamos, muitas das respostas serão encontradas na infância, mas é preciso parar para refletir.

Cada vez que não pararmos para nos analisarmos, empurraremos a solução dessas crenças baseadas na infância cada vez mais para a frente e quanto mais tarde descobrirmos, menos tempo termos para sermos felizes por perceber as imperfeições que fazem parte da vida.

As feridas de infância precisam ser descobertas para tirarmos as crenças que limitam nossa felicidade na maturidade!

Simples assim!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Precisamos mudar nossas conclusões errôneas e visões dualistas sobre a vida!

Preconceito significa que você tem um conhecimento prévio de algo sem conhecer.

Isto significa que a pessoa já tem um julgamento de alguém sobre algo sem conhecer bem a pessoa. Seja porque alguém falou algo, seja porque conheceu alguém similar e já associa, ou pelo tradicional como cor da pele, gênero, roupas, cabelo...

Todos temos algum tipo de preconceito. É inconsciente. Recebemos informações de tudo, sobre tudo e de todos. Uma frase que se coloca em situações como essa é do tipo “nem todo morador de rua é um drogado!”. Ao se dizer que nem todos são, pressupõe que moradores de rua são. De fato, nem todos os moradores de rua são drogados tanto quanto nem todos que têm um teto são drogados. Ser drogado independe de qualquer coisa. Não ser, idem.

Isso parte também da ideia de que só existem dois lados de uma opinião. Sim ou não. Nem tudo é um código binário. Esse pensamento é muito limitado. Os computadores trabalham assim. Toda a capacidade do computador vem de trabalhar com sim ou não, que os programadores chamam de 0 e 1.

O computador tem a capacidade de processar dados múltiplos em pouco tempo. Se precisar de uma informação, ele alcança em segundos. Esta é a única situação que a máquina pode ser melhor que o homem.

A capacidade de processamento do cérebro e mente nunca foi alcançada por nenhum computador. No caso de acharmos, então, que tudo é sim ou não, nos limitamos ao processo de uma máquina.

Só falarmos talvez ao invés de sim ou não, já fugimos desta limitação.

No processo de envelhecimento acontece quase a mesma coisa. Existe um preconceito em envelhecer. A maioria para algo ruim. Só se associa o envelhecimento com algo negativo. Isso é ser mais limitado que o próprio computador, pois para ele é sim ou não e para quem tem esse pensamento é sempre não.

Na física existe uma coisa chamada vetor. Imaginando um relógio e seu marcador neste exemplo. Se duas pessoas puxam uma pedra com duas cordas com a mesma intensidade, porém uma puxa numa posição como se fosse o ponteiro marcando 2h e a outra como se fosse 10h, esta não vai se deslocar nem no sentido do primeiro e nem do segundo, mas no sentido das 12h, aproximadamente. Este é o talvez, pois nem será para um e nem para o outro.

Envelhecer não é bom e nem é ruim. É um eterno talvez. Só será ruim se puxarmos a corda só para um lado.

Precisamos mudar nossas conclusões errôneas e visões dualistas sobre a vida!

Simples assim!

 

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Precisamos aprender a deixar de usar fantasias achando que estamos enganando o mundo quando estamos tentando apenas enganar a nós mesmos e que mundo percebe mesmo assim quem somos.

Quando somos crianças somos autênticos, mas com o passar dos anos, somos moldados de acordo com a sociedade, nossos pais e tudo para sermos aceitos pelas pessoas.

Quando firmamos nossa personalidade após a infância, por medo da rejeição, começamos a vestir fantasias e máscaras, pois quando não estamos preparados para o mundo real, algo que acontece quase sempre, resolvemos moldar algumas fantasias de quando somos crianças e adaptamos à necessidade do mundo adulto.

Isto é muito diferente de quando colocamos uma fantasia de Carnaval, Mardi Grass ou Halloween. Nestas ocasiões, somos tão aquilo que apresentamos ao mundo que esquecemos o que estamos fingindo ser, se monstro, pirata ou outra coisa.

Incorporamos algumas personalidades para nos esconder e ficamos tão inseguros de nos mostrar que terminamos nos convencendo que somos aquilo que começamos a fingir e isto torna-se perigoso, pois perdemos nossa identidade.

Ao perdermos nossa identidade, não sabermos lidar com as situações que o mundo vai nos expor e daí usarmos a fantasia para nos defender. Isso faz com que venhamos a perder mais ainda nosso eu no mundo.

Ao fim da vida, ou até muito antes disso, estaremos tão longe de nós mesmos que se alguém perguntar quem somos não teremos respostas prontas ou falaremos algo que com certeza os que estão próximos perceberão que não é real.

Precisamos aprender a deixar de usar fantasias achando que estamos enganando o mundo quando estamos tentando apenas enganar a nós mesmos e que  mundo percebe mesmo assim quem somos.

Simples assim!

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Temos que abandonar a imagem perfeita de mundo, pois seres imperfeitos povoam ele, incluindo nós mesmos.

A natureza é perfeita. Muitas vezes podemos achar ruim o sol em excesso, o frio em excesso, vulcões, terremotos, mas esta é a forma dela se equilibrar. Se um mosquito incomoda, muitos compram uma raquete, ou põem repelente, ou dão um tapa e matam aquilo que os incomoda.

A raquete mata o mosquito, o repelente os expulsa de uma fonte de nutrientes, o nosso sangue e o tapa obviamente os matam. O vulcão mata alguns e os expulsa de suas casas e pode destruir plantações que vêm a ser a fonte de nutrientes, assim como terremotos, tempestades e outras maneiras da natureza se equilibrar. 

Um mosquito nos incomoda muito e nos tira de nosso equilíbrio onde buscamos isso o agredindo de alguma forma. É o ciclo da vida.

Mas o que pode realmente tornar nossa vida muito ruim de verdade são duas coisas. A primeira somos nós mesmos sobre as expectativas que criamos sobre o tempo, espaço, pessoas e natureza. A outra são pessoas que criam expectativas sobre o tempo, espaço, pessoas e natureza e que são quase sempre bem diferentes, para não dizer o oposto do que pensamos.

Muitas vezes estas expectativas são erradas por prejudicar outras pessoas. Muitas vezes elas podem ser certas, mas por serem diferentes do que pensamos, tornam-se erradas....para nós, mas não para quem as faz!

Muitas vezes na busca do conhecimento ou crescimento podemos prejudicar alguém e para outros isso é errado, mas talvez só estejamos buscando um aprendizado, mas para outros estamos sendo maus.

O fato é que sempre, em algum momento, alguém será ruim, intencionalmente ou não, para nós. O mundo se torna imperfeito não pela natureza, mas pelas pessoas que povoam nossa terra.

Não que tenhamos que não criar expectativas sobre a vida, sobre as pessoas ou qualquer coisa, pois isso faz parte da humanidade e é impossível se desligar disso, mas temos que aprender a não achar que tudo vai ocorrer de acordo com o que queremos.

Temos que abandonar a imagem perfeita de mundo, pois seres imperfeitos povoam ele, incluindo nós mesmos.

Talvez para que esteja nascendo hoje, 12 de novembro de 2021, entender isso seja muito mais fácil e quando essa pessoa ler um texto como esse quando estiver com vinte anos ache que seja óbvio demais. Pode ser também que possa despertar nessa pessoa uma nova forma de ver a vida.

Só saberemos dentro de vinte anos, mas não é bom criar expectativas. Que seja essa criança nascida hoje muito feliz. Seja a que literalmente nasceu hoje ou aquela dentro de nós mesmos que sempre terá a oportunidade de renascer! Apenas isso!

Simples assim.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Aceitar viver o desconforto e a dor são necessários para ir em frente e evoluir

Todos procuramos conforto. Muitas vezes até romantizamos a falta dele. “É preciso sentir dor para crescer”.

De fato, isto não é verdade. Muitas vezes conseguimos progredir sem precisar sofrer. Assim como não é porque estamos sofrendo que haverá progressão.

A palavra conforto tem muitos significados e muitas vezes interpretamos a falta de conforto como algo somente quando grande.

Assim como milagres. Muitas vezes achamos que milagres são  quando o céu se abre e uma luz surge e como passe de mágica algo grandioso acontece.

Uma pessoa que está sem emprego, com filho pequeno e ainda consegue sorrir ao cumprimentar as pessoas, ainda é um milagre, grandioso, apesar de que os céus não se abriram e anjos não cantaram.

Deixar de ver televisão para ler um livro que vai favorecer o crescimento pessoal é desconforto também. Vai deixar de fazer algo de forma passiva, que é receber informações, imagens e outros pela tela da tv, celular ou computador, para criar as imagens dentro da própria cabeça, ativando o cérebro e assim tornando-se ativo, algo que pode ser desconfortável no começo, mas a mente e o corpo agradecerão no futuro.

Dores poderão surgir em diversas ocasiões na vida. Queiramos ou não. Desconfortos acontecerão ao longo da vida, queiramos ou não. Precisamos reagir, queiramos ou não, senão seremos engolidos pela dor.

Chorar não é fraqueza, mas força, quando nos empenhamos em tentar ser melhores. Até um predador eventualmente lambe suas feridas.

Aceitar viver o desconforto e a dor são necessários para ir em frente e evoluir.

Simples assim!

 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Um bom primeiro passo é reconhecer os pensamentos que levam à harmonia ou desarmonia.

Uma das primeiras coisas que um atendimento de coach sugere é que se faça acontecer através de pensamentos positivos.

Pensamento estes que nada mais são que opostos aos pensamentos autodestrutivos.

Todos temos tais pensamentos. Impossível não os ter, ainda mais quando vivemos numa sociedade onde para admirar um pôr-do-sol pode ser sinônimo de idiotice ou falta do que fazer. “Precisamos produzir o tempo todo”

Essa cobrança é tanta que muitas vezes alguém se sente culpado por parar para admirar algo belo.

É comum alguém comentar sobre a beleza do canto de um pássaro e ainda querer chamar a tenção e ser ignorado pelos que estão ao redor. Alguns felizes por terem sido pais, ainda podem ter alguém no mesmo recinto dizendo “coitado! Mal sabe o que espera por ele!”, seja no contexto de valores financeiros que a educação ou um plano de saúde vão trazer, ou as dificuldades em criar um adolescente, ou qualquer outra coisa.

Temos programas que falam de fofocas, realities que o maior intuito é poder ver e criticar a vida ou atitudes de outros sem ser censurado, programas policiais...

Ninguém para e comenta sobre descobertas científicas que podem mudar a humanidade, mas para falar que um avião caiu e matou muito, a notícia se espalha rápido e atrai audiência.

É muito difícil realmente termos condições de pensar positivo com tantas influências negativas. Se pensar positivo for um exercício mental difícil, ao menos tentar não ser negativo. Não pensar em coisas ruins.

Mas qual o problema de ser negativo ou não pensar em coisas boas?

O maior problema em ter pensamentos que não sejam saudáveis não é ser chato, antipático ou ainda estraga-prazeres, mas de degenerar o sistema imunológico.

Ao pensarmos coisas ruins impregnaremos o cérebro de informações desnecessárias que não levam a lugar algum. Além de ativar áreas que ajudarão em liberar adrenalina, um hormônio que tem sua serventia, mas neste caso, danifica toda uma cadeia de estruturas e órgãos, que podem produzir processos inflamatórios e isso vai simplesmente minar a energia de nosso corpo, energia essa que não tem a ver com que os esotéricos falam, mas a energia que nosso corpo produz para as atividades fundamentais.

Isso reflete no processo de envelhecimento. Isso leva a um estado aonde a saúde vai embora. Maiores infecções ou no mínimo resfriados.

Muitos querem um envelhecimento mais saudável, mas poucos querem fazer as mudanças para que isso aconteça.

Um bom primeiro passo é reconhecer os pensamentos que levam à harmonia ou desarmonia.

Simples assim

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O mundo nada mais é aquilo que projetamos sobre nós mesmos. Queiramos ou não.

Muitas vezes quando temos algum problema pedimos a opinião de alguém “de fora”, pois quem vê de fora consegue enxergar por outro parâmetro. Assim como existe um proverbio inglês que fala que para entender o outro é preciso calçar seus sapatos, ou seja, se colocar no lugar do outro.

Como foi dito mais de uma vez, precisamos nos conhecer melhor, fazer uma análise de nós mesmos, pois muitas vezes chegamos ao fim da vida e não sabemos quem somos.

Temos que assumir o papel de observador. Primeiro de nós mesmos e depois de quem está perto de nós. É a mesma situação do avião quando nos dão instruções sobre os procedimentos de segurança. Primeiro coloque sua máscara e depois de quem estiver ao seu lado, caso ele não seja capaz de fazê-lo sozinho.

Como podemos querer ajudar alguém se não nos conhecemos e consequentemente não somos capazes de nos ajudarmos?

Um resumo pode ser feito com a tríade observador-reflexão-autoconhecimento.

Passamos a vida sem a mínima capacidade de observar tudo em nossa volta principalmente porque não aprendemos a nos observar.

A vida acontece nos pequenos detalhes e infelizmente irrelevamos isso.

A vida é tudo uma questão de perspectiva. Copo meio cheio ou meio vazio. Metade do caminho percorrido ou metade do caminho a percorrer.

Muitas vezes quando paramos e filosofamos sobre a vida não é para perceber nem quem somos e nem onde estamos. Muitos podem pensar que sabe quem são, mas um ensaio muito interessante que se pode ser feito com quem tem filhos e sobrinhos. Um fingir que é o outro. A criança vai representar da forma mais pura, inocente e livre de qualquer maldade quem você é, não com a ideia de pôr defeitos, mas justamente retratar como nos mostramos.

Muitas vezes fingimos ser alguém que não somos apenas por insegurança e esquecemos quem somos e sem nossa identidade, deixamos de ser tudo.

Aprendermos a sermos observadores de nós mesmos. Refletir sobre quem somos. Nos conhecer melhor. Daí observar, refletir e conhecer quem nos cerca.

O mundo nada mais é aquilo que projetamos sobre nós mesmos. Queiramos ou não.

Simples assim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Devemos colocar para fora todas as partes de nossa vida, corpo, pensamentos e transformar tudo isso numa coisa única chamada EU!

Um termo hoje que vem surgindo é holístico, que significa a união de várias questões psicológicas e biológicas como únicas. Aquilo que somos é aquilo que pensamos e o que pensamos é aquilo que somos.

Parece até uma frase esotérica, mas tem princípios científicos profundos. Algumas correntes da neurociência falam até em reprogramar informações do DNA baseado em pensamentos.

O Henry Ford falou que “se você acha que vai dar certo, você está certo, mas se você acha que não vai dar certo, também está certo”.

Tudo é determinado no como pensamos.

Na Grécia antiga, os grandes filósofos não abordavam o corpo e mente como algo separado, mas único. Nos dias atuais surgem algumas distorções do tipo ”se a pessoa é cadeirante, então a mente dele não é boa?”, mas o fato não é esse. Uma pessoa que não precise de cadeira de rodas e pensa de forma negativa é muito doente e aquele que não move as pernas é mais sadio. Não existe deficiência em não andar. É uma característica, mas pensar sempre no pior,  beira à loucura irreparável.

Com o passar dos anos, começaram as especializações, ou seja, ninguém mais enxergava a pessoa como um todo, mas como partes e muitas vezes sem integrar o todo. Não se preocupa em saber se a dor nas costas é a posição de dormir ou a maneira como se pisa, mas apenas em tirar a dor.

Quando estamos buscando o envelhecimento mais sadio, pensa-se logo em remédios e exercícios físicos. Isso de fato ajuda e previne, mas assim está só tirando a dor.

O envelhecimento sadio é uma conjunção de coisas que envolve o alimento, o exercício, o respirar, o se hidratar, o descanso, o sono e o pensamento. Trabalhar esses quesitos de forma isolada não ajuda em muita coisa. É preciso ver o todo.

Ao envelhecer, muitos querem agir da mesma forma que agiam quando jovens, ou até como criança. Não se enxerga que tudo na vida parte também de um princípio onde cada pequena coisa que fazemos ao longo da vida, contribui para o que acontecerá no futuro. Ninguém planta farra e bebedeira e vai colher uma saúde inquestionável.  A vida é uma série de decisões e envelhecer bem é uma delas.

“Depois me preocupo com isso!”

O depois chega mais rápido do que se possa imaginar.

Devemos colocar para fora todas as partes de nossa vida, corpo, pensamentos e transformar tudo isso numa coisa única chamada EU!

Simples assim!

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Que hoje seja o primeiro dia do resto de sua vida.

Diante de um problema existe três situações básicas. Desistir. Reclamar. Enfrentar e aprender com aquilo.

Dependendo de como lidamos com a vida é como ela vai lidar conosco. Todos os dias acontecem coisas boas e coisas ruins. Temos uma tendência de acharmos que todas as coisas boas vêm com dinheiro. Não que não venham, mas dependerá de como lidamos com as situações. Basta pensar que existem pessoas com dinheiro que  não fazem nada por si e pelo próximo e pessoas que nem têm tanto dinheiro assim e fazem muito pelo próximo.

O grande segredo da vida é justamente este. Ajudar o próximo

As pessoas que mais ajudam o próximo são aquelas que diante do problema enfrenta e  aprende.

Aprender com as dificuldades e ajudar o próximo são formas de mostrar maturidade e sabedoria. E maturidade não tem nada a ver com a idade e nem sabedoria não tem nada a ver com o conhecimento.

É possível ver maturidade e sabedoria em pessoas que mal tem idade de se reproduzir ou quase nenhum grau de escolaridade que em  pessoas que já têm herdeiro dos herdeiros ou mestres e doutores.

Envelhecer é isso. Diante do avanço cronológico existem três situações básicas. Desistir, seja de forma figurada ou literal. Reclamar, algo que infelizmente muitos fazem sobre suas dores, articulações, sobre envelhecer ser uma fábrica de monstros e tudo mais. E aprender com aquilo que está acontecendo. Algo que poucas pessoas  fazem.

Não podemos ver o envelhecimento com os mesmos olhos que víamos nossas vidas na adolescência. Cada fase é importante para algo. Aprendemos a superar dificuldades até a juventude, mas daí muitos só fazem reclamar.

A juventude se foi. Não tem como evitar. Agora existem responsabilidades, desafios maiores, aprendizados enormes e mais concretos. Assim como nos jogos digitais, cada fase o desafio aumenta e só será possível passar se tiver adquirido experiência nas fases anteriores. Assim é no jogo da vida. Cada fase fica mais difícil, mas como não dá para reiniciar, precisamos aprender durante a passagem.

Só se chega ao final do jogo quem enfrenta e aprende. Você deixa a vida da forma como leva. Com medo, angústias e incertezas ou com sabedoria, maturidade e leveza.

Que hoje seja o primeiro dia do resto de sua vida. Parabéns pela vida nova que surgirá, se você permitir.

Simples assim!

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A decepção só acontece quando não nos aceitamos no mundo!

Rabindranath Tagore foi um polímata indiano que ganhou o Nobel de literatura em 1913 e teve vários livros, além de frases célebres. Uma que nos leva a uma reflexão é que “Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona”.

Tendemos a ver o mundo com nossos olhos. Isso pode ser salutar, mas às vezes pode ser inquietante e perturbador.

Se somos pessoas que procuramos ser bons, tendenciamos a ver todos como pessoas boas e muitas vezes nos decepcionamos com elas. Se somos pessoas ruins, tendenciamos a ver todos como pessoas ruins, prestes a nos passar a perna ou nos por para trás e viveremos eternamente tensos e estressados.

O fato é que as pessoas não nos decepcionam. Na verdade, nós nos decepcionamos com as projeções e expectativas que criamos para aquelas pessoas. Ninguém é bom e só porque esperamos que ele seja bom ele se torna ruim. A pessoa sempre foi aquilo que é.

Até aí não há problemas. O problema é quando as pessoas começam a se guardar do mundo para não se decepcionar com as pessoas.

Uma verdade difícil de engolir é que as pessoas sempre vão nos decepcionar em algum momento, mas não por serem más, mas porque criamos expectativas sobre elas ou pior, achamos que poderemos mudá-las. Às vezes até se consegue...por um tempo, mas depois o verdadeiro “eu” sai e vem a decepção.

 O mais difícil é aceitar que o outro não é como queremos que ele seja.

Por nos preocuparmos tanto com o que o outro poderia ser, mas não é, esquecemos de olhar para nós mesmos.

Será que somos aquilo que gostaríamos que fôssemos? Será que seríamos capazes de nos aguentarmos? Não é a questão que iguais não se atraem ou se combinam, mas o fato de talvez sermos extremamente insuportáveis até para nós mesmos.

Ao envelhecermos, com tantas decepções que as pessoas nos causam por expectativas que criamos sobre elas, nos fechamos colocando a culpa dos males do mundo ao nosso redor no outro e com o passar dos anos, ficamos mais críticos e céticos, por coisas que nós mesmos criamos.

Ao conviver conosco mesmo, cheio de decepções que fomos 100% responsáveis, seríamos capazes de nos aceitar como somos?

Seríamos pessoas mais velhas com manias e não aceitação do mundo ou ainda estaríamos com fé na humanidade, apesar dos defeitos que ela tem?

Ao procurarmos sermos pessoas melhores ao invés de tentarmos não ser piores, poderemos mudar um grande paradigma.

O de aceitar que ninguém nos decepciona na verdade, mas que nós é que decepcionamos o mundo.

A decepção só acontece quando não nos aceitamos no mundo!

Simples assim!

 

 

 

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Intolerância é o medo de perder nossa zona de conforto que construímos por segurança, mesmo que isso nos faça perder a essência de quem somos

A intolerância tem sido a causa do caos entre os homens e para a própria pessoa.  

Simplesmente pelo fato de não aceitar que o outro pense, haja, seja diferente dos demais faz com que muitos partam para uma agressão verbal ou moral contra os outros.

Muitos até alegam que o outro o agrediu primeiro, mas não passa na verdade de dois lados intolerantes querendo se agredir.

Muitas vezes a intolerância não passa de frustração enraizada em alguns, pelo simples fato que o outro teve uma coragem que este primeiro não teve. “Eu não tive isso, por que ele pode ter?”. Óbvio que é algo inconsciente, mas acontece.

A pior intolerância mesmo não é contra as outras pessoas, mas quando essa intolerância se volta contra si mesmo.

Pelo fato de não se arriscar, não se aventurar, não tentar algo diferente para não perder algo que é certo, mas muitas vezes o que é certo hoje não é o que será certo daqui a alguns anos. Basta perceber empresas e métodos que ficaram pelo caminho, só para exemplificar. A datilografia não existe mais. Existe a digitação. Pior é a carburação dos motores de automóveis. De fato, não existe nada certo.

Este tipo de intolerância aumenta com o passar da idade, pois muitos se acham cada vez mais velhos e menos capazes de começarem algo novo

Muitos passam a ser intolerantes consigo mesmo e daí passa a se frustrar e se já eram frustados, isso aumenta

Passam a jogar isso nos outros como uma forma inconsciente de tornar sua própria vida pior, as vezes para justificar tanta insatisfação e ao mesmo tempo conquistar a empatia das pessoas

O fato é que realmente precisamos tolerar, que significa aceitar.

Precisamos aceitar que somos falhos e desistimos de sonhos por culpa nossa, seja por falta de coragem ou por ouvir quem é mais frustrado que nós.

Precisamos aceitar que vamos envelhecer e que isso não significa ficar velho, mas é uma outra fase da vida.

Precisamos aceitar que se não tomarmos uma atitude agora para mudar quem somos e nosso mundo, ao ficarmos mais velhos estará tudo do mesmo jeito e aí, sim, velho.

A intolerância vem muitas vezes do medo de mudar o que somos, quem somos e quem queremos realmente ser.

Pode se definir que intolerância é o medo de perder nossa zona de conforto que construímos por segurança, mesmo que isso nos faça perder a essência de quem somos

Simples assim!

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Amadurecer é entender em que ponto devemos parar de cavar o próprio buraco!

Geraldo Rufino é um destes gênios da engenharia social e também da resiliência. Ele foi de uma pobreza absoluta até uma estabilidade financeira que muitos invejam, mas o mais importante é que ele também desenvolveu uma estabilidade emocional.

Em uma entrevista ele relatou que quando chegamos ao fundo do poço é porque fomos nós que cavamos o buraco e cada vez que cava o buraco a terra é jogada em cima de alguém. O pior é culpar àqueles que receberam as pás de terra pelos desmantelos ocorridos.

Uma analogia perfeita e é assim na vida em relação aos negócios e em relação aos anos de vida.

Existe uma frase que diz que “Deus lhe dá liberdade para plantar o que quiser, mas é justo o suficiente para que colha exatamente o que plantou”.

Muitas pessoas justamente plantam aquilo o que lhe convém, incluindo a outra analogia, cava o buraco como quer e joga terra nos outros como bem entende. Ao final da vida, muitas vezes ainda no meio da vida, começa a colher o que plantou ou percebe que cavou fundo demais, daí a saída do buraco se torna bem mais difícil, mas não impossível.

O problema é a pessoa aceitar que aquele buraco é culpa sua. Fica mais fácil culpar os outros que tiveram terra jogada em cima deles e para eles, muitas vezes como retaliação ou até mesmo proteção, jogar a terra de volta ao buraco.

Muitos culpam os outros, a vida e até Deus pelos males que enfrenta. Come o que não deve e em excesso, bebe o que não deve  e em excesso, faz tudo de forma exagerada e errada e espera que nunca pegue uma doença metabólica, cardíaca ou algo pior.

Esta é a questão, não nos ensinam, de fato, a plantar o correto. Não nos ensinam a não cavar. O pior, não nos ensinam, pelo menos da maneira correta, que aquele buraco vai nos trazer problemas e para todos em redor.

Quando percebemos que existem muitos a nos criticar com um determinado defeito, pessoas que não se conhecem e para completar estivermos por baixo, temos que ter a humildade, ou pelo menos o bom senso de analisar se não estamos errando demais. Uma pessoa nos chamar de errado não é problema, mas muitas...

Ao envelhecer, temos a oportunidade de amadurecer e aprender a perceber a hora de para de cavar o buraco, de parar de jogar terra nos outros, pedir desculpas pela terra, começar a tapar o buraco e se for grandioso o suficiente, pedir para aqueles em quem jogamos terra que jogue de volta para sair de lá. Se estes não aceitarem é uma outra questão.

Ao chegarmos a uma certa fase da vida, estivermos sós, com todos dando as costas, será a hora de termos humildade de verificar se o erro não foi nosso. Ao mesmo tempo, se estamos bem, é perceber se aqueles que estão abandonados pelos próximos, apesar do que a educação social e antropológica, além da jurídica determinam, entender que os que têm mais idade e estão sós pode não ser simplesmente maldade dos outros, mas uma resposta.

Não justifica, mas explica e faz entender. Aqueles que abandonaram é uma outra história e um outro processo.

Não nos cabe julgar, mas entender apenas e respeitar o processo de cada um e principalmente entender o nosso processo.

Amadurecer é entender em que ponto devemos parar de cavar o próprio buraco!

Simples assim!

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Começar o dia com um novo objetivo simples e nada mais.

O tempo não é absoluto, mas relativo.

Einstein dizia que poderia se passar minutos trabalhando e a sensação seria de horas, porém horas com uma bela dama pareceriam um instante.

O tempo minuto é absoluto, mas a sensação de tempo é que é importante. Muitas vezes vemos o tempo passar e não sentimos. De repente estamos mais velhos, vivemos de relógio muito tempo, mas muitas vezes não tivemos muitas experiências sobre algo que queríamos ter, ou tivemos muita experiência daquilo que não tínhamos tanta vontade assim de viver.

O tempo ter sido desperdiçado só existe se ficarmos parados sabendo que as coisas acontecem e temos medo de tentar. Mesmo assim, sempre haverá tempo de começarmos algo.

Clarisse Lispector foi uma escritora muito além de seu tempo e disse certa vez  “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”.

Ficamos tão preocupados muitas vezes em viver o que não vivemos ou viver o que não podemos ainda que esquecemos de viver o que acontece.

A vida só acontece uma vez e cada momento é único. Por mais que se fotografe, filme, registre, só terá fortes sensações em nossa memória, só se vivermos.

Como disse Fernando Pessoa, “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”, e isso basta.

Viver sem ter vivido não serve. É como simplesmente passar por algum lugar, saber que houve, o que havia, como era.

De repente estamos velhos e só passamos, daí nos sentimos acabados.

De repente estamos velhos e vivemos a vida, nos sentimos renovados.

Começar o dia com um novo objetivo simples e nada mais.

Simples Assim!

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Que hoje seja o primeiro dia do resto de nossas vidas que começamos a relaxar.

 Certa vez em uma rede social foi divulgada uma figura que dizia que “um dia foi a última vez que saímos para brincar e nem percebemos”

De fato, todo dia pode ser a última vez de alguma coisa em nossa vida. A última vez que tivemos a primeira experiência de algo novo na vida. A última vez que vimos um pôr-do-sol. A última vez que aprendemos algo.

Pode parecer meio triste, mas só se pensarmos que uma frase desta pode vir de uma pessoa no fim da vida. Infelizmente ela pode vir de uma pessoa que ainda tem muitos anos pela frente.

Alguns podem pensar que é bom que se viva muitos anos, mas de que vale viver tanto se não aproveitamos a vida.

Muitos associam viver a vida com farras e exageros. Não que seja algo ruim, pois muitos se divertem assim, mas também não é uma coisa boa se feito sempre.

Quando focamos apenas nos grandes eventos e feitos, deixamos de perceber que a felicidade pode estar nos pequenos detalhes, como já escrito em outro texto deste mesmo blog.

A vida se torna interessante quando não lamentamos que não percebemos que foi o último dia que fizemos algo que não voltará mais, mas quando percebemos quando foi o primeiro dia de algo que marcará a vida.

O primeiro dia de vida de um filho, o primeiro dia quando começou a aprender um instrumento musical. O primeiro dia que começamos algo que mudou a vida.

A quantidade de arrependimentos que se escuta ao chegar no fim da vida e perceber que não viveu, como diz naquele poema de Nadine Stair que diz “Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais”.

Muitos pode até comentar que só vai relaxar quando ficar velho, mas envelhecer significa relaxar desde cedo, pois se assim não for, apenas ficará velho.

Parece uma frase truncada, mas é exatamente isso. Envelhecer significa relaxar e o contrário disso é ficar velho.

Todos nós se tivermos sorte, envelheceremos, mas a qualidade de como isso vai acontecer dependerá de nós.

“Um dia foi a última vez que vi um entardecer e nem percebi”...que essa não seja uma frase dita por uma pessoa que ainda tenha décadas de vida.

Que hoje seja o primeiro dia do resto de nossas vidas que começamos a relaxar.

Simples assim!

sábado, 28 de agosto de 2021

Envelhecer pode ser acaso, mas com certeza é uma decisão!

Todos os dias temos que tomar decisões

Estas decisões não significam que estas sejam certas ou que a maioria tenha que tomar ou já tenha tomado esta mesma decisão.

Podemos não perceber, mas fazemos isso o tempo todo. Devo comer carne com purê ou peixe? Atravesso a rua neste ponto ou noutro ponto da rua?

As duas decisões mais difíceis são aquelas que podem decidir algum diferencial em nossa vida ou que vai de encontro ao que a maioria pensa.

Todos quando terminam o ensino fundamental pesam se devem seguir estudando para tentar uma condição de vida melhor ou ir trabalhar? Deve arrumar um emprego ou tentar um negócio próprio.

A outra muitas vezes se torna mais difícil, pois abrirá precedente para críticas. Uma das situações mais comuns é você achar um artista que todos gostam não tão bom assim. “Como você pode não gostar desta música?”, “Como pode achar que essa modelo não é tão bonita?”.

Uma situação que envolve as duas situações difíceis é sobre o envelhecer. Já é comum ser dito que envelhecer é ruim.

Decidir envelhecer bem é uma decisão fácil, mas tomar as atitudes que proporcionam isso é que é o mais difícil. Ser menos exagerados nas atitudes, na comida, na bebida, na vida...

É sabido que se forçamos alguma coisa, o risco de “quebrar” ou “dar defeito”.

A outra dificuldade é ser exposto ao “ridículo” de dizer que existem coisas boas em envelhecer, que pretende ter saúde, que vai ter disposição...logo aparecerá aqueles que dizem que isso é uma utopia que não existe, que há uma grande chance de morrer antes de envelhecer...

O fato concreto que a maioria das pessoas que pensam assim são os que cometem exageros, sabem até de forma consciente que querem viver o agora, que não têm certeza de que haverá o amanhã, então vivem o exagero agora e o piro, sabem que uma vida mais ponderada pode levar a uma vida de envelhecimento bem melhor...cria talvez o momento inveja.

O fato que envelhecer bem é uma dupla decisão. Significa que precisa mudar alguns hábitos de vida e significa ser exposto às críticas, mas esse medo é algo que não se deve ter. Todos que disseram que seriam bem-sucedidos foram expostos às críticas. A ideia atual é que envelhecer não é bom, portanto, expor que quer envelhecer bem e conseguirá é tão “Obscuro” e “incerto” quanto quando Colombo disse que existia a Terra é redonda.

O consenso diz que envelhecer é adoecer, daí alguém se aventurar a um envelhecimento saudável é passível de ser chamado de louco, mas o mundo foi construído pelos loucos, desde os tempos que ninguém saía de perto das cavernas e um resolver saber o que havia depois das montanhas.

Envelhecer, portanto, pode ser acaso, mas com certeza é uma decisão!

Simples assim!

sábado, 21 de agosto de 2021

Todos têm a liberdade de escolher o que quiser, mas o que é justo fará com que receba exatamente aquilo que escolheu, desde benesses até o que há de pior.

 

Toda a pessoa tende a enxergar o mundo sempre pela forma como ele pensa.

Infelizmente não nos foi ensinado que o nosso mundo de agir não rege o mundo.

Infelizmente as pessoas ficam preocupadas em mudar a opinião do próximo, mas não para o bem dele, mas para que o outro pense igual a ele.

Em relação ao envelhecimento acontece algo muito parecido.

Existem as pessoas que cometeram todos os excessos na vida e daí um dia a conta chega e quanto mais velho se fica, maior a chance de que essa conta chegue e com juros.

Quanto maior o desgaste do corpo, maior o prejuízo e maior a dívida. E são pessoas que só pensam nos prazeres dos excessos que se lamentam de que não conseguem mais realizar aquilo que faziam quando jovens. A partir daí a velhice se torna um peso e motivo de críticas, assim como aqueles que querem mudar a opinião do próximo para que este pense igual a ele. Se não pensa igual a mim, então é um idiota.

Isso muitas vezes constrói um conceito sobre o assunto na mente daqueles que pouco conhecem sobre oque está em debate. No caso do envelhecimento, muitos quando mais jovens acreditam que o único caminho para o amadurecimento é a doença e ao ver estes exemplos, tomam como verdade.

Infelizmente quando surge alguém que fala das benesses em estar com mais idade, logo é descrito com um caso isolado ou pior, ”que adianta ter longevidade sem cometer os excessos?”.

Parece muitas vezes que estas pessoas estão mais preocupadas em reclamar do que viver.

O fato real é que avida é uma gangorra. Para se ter algo por cima, algo precisa estar por baixo.

Uma vida saudável significa abrir mão de muitos excessos e ter excessos significa abrir mão da saúde.

Apesar que a gangorra não consegue ficar no meio em equilíbrio, pois daí não seria uma gangorra, mas uma balança, é possível no mundo real haver um equilíbrio e quanto maior esta consciência, maior a chance deste equilíbrio existir, só que muitas vezes, quanto mais perto do equilíbrio se está, maior a chance de preferir deixar o lado que faz mais mal por baixo e o que faz bem por cima.

 A vida é feita de escolhas. Todos têm a liberdade de escolher o que quiser, mas o que é justo fará com que receba exatamente aquilo que escolheu, desde benesses até o que há de pior.

Simples assim

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

A maturidade é viver o presente!

A internet deu voz a muitos idiotas e pseudointelectuais, mas também deu oportunidade para alguns bons pensadores poderem se destacar. Dhieferson Lopes escreveu que “Crescer, ficar mais velho, muitos podem, conseguem. Amadurecer que é necessário poucos têm a capacidade” e isso é uma verdade contundente.

Costumam dizer que existem pessoas que demoram a amadurecer e quando acontece ficam podres rápidos.

Amadurecer é uma arte e arte significa técnica.

Uma das grandes vantagens da infância e juventude é a inocência e tolice, pois podem fazer tudo e são perdoados pela falta de experiência.

Chegar a alguns anos de vida querendo repetir certos erros já passa do ponto de bom senso. Passar o dia brincando e se divertindo é um bom exemplo que dificilmente se encontra alguém assim na fase adulta. Talvez isso seja de senso comum, mas atingir certas idades querendo fugir de responsabilidades é contra a ordem dos fatos.

Não se trata de não querer casar ou ter filhos, pois isso são escolhas que podem ou não revelar imaturidade. Alguns não os têm por não querer e outros para não ter responsabilidade por ninguém.

Trata-se de pessoas que querem viver irresponsabilidades que poderiam ter sido realizadas quando tinha 12 anos de idade ou aos 20.

Certas irresponsabilidades são ótimas para ser vividas em certas épocas. Depois podem ser perigosas ou estranhas.

Cada fase da vida existe uma forma de viver e encarar. E elas são importantes para o amadurecimento. Querer viver as tolices da adolescência aos 50 anos pode ser bom, mas ninguém quer as angústias e inseguranças da mesma fase. Viver a maturidade é uma coisa boa se soubermos viver a maturidade.

O passado serve como forma de entender o que nos levou a chegar aonde chegamos e não para ser revivido. O futuro é algo a ser planejado para evitar surpresas estranhas demais e não para tentar prever e sofrer por antecipação. Viver o presente é a melhor forma de viver o presente.

A maturidade é viver o presente!

Simples assim!

 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Envelhecer é saber aproveitar o tempo

Um proverbio muito interessante sobre envelhecer é “Os idosos sabem aproveitar o tempo da melhor forma possível, pois eles são o próprio tempo”, o fato é que alcançar certas idades significa que venceu na vida.

Muitas pessoas pensam que vencer na vida é ter dinheiro. De fato, isso é um ponto importante, pois para vivermos em sociedade, precisamos dele. Outros podem pensar que vencer na vida significa ter grandes conquistas profissionais, que também é importante.

Um grande sucesso na vida, dentre outros, é saber aproveitar o tempo. Existe até uma piada das redes sociais que falam que as pessoas viajam e ao invés de curtirem o momento, fotografam ou filmam tudo para rever depois aquilo que não vivenciaram 100% presencialmente. Muitas vezes para dizer ou mostras às pessoas que esteve naquele local.

Aproveitar o tempo é a melhor forma de viver a vida, mesmo que muitas vezes não possa mostrar depois às pessoas por não ter registrado, mas são emoções eu nunca será esquecida.

À medida que as pessoas ficam mais velhas, aprendem a curtir cada momento como único, porque são únicos. Claro que só existe uma primeira vez para tudo, mas não quer dizer que na segunda vez não possa ser mais emocionante. Quando não houver mais emoção no que se faz, então é que será problema.

Existem grandes artistas, professores, palestrantes, cirurgiões e etc., que sentem frio na barriga cada vez que vão entrar em ação. Isso é o que mantem realmente viva a chama do que é vivenciar aquilo, seja lá o que for não importando mais se é a primeira vez.

Esta é uma das sabedorias da vida. Aproveitar o tempo da melhor forma possível. Não importa o que seja, desde que dê um frio na barriga ou um pouco de hesitação. Não é sobre a incerteza de sair perfeito por ser perfeccionista, mas ansioso por não saber quais rumos aquilo pode tomar. Quais surpresas podem acontece.

A previsibilidade é algo que nos tira a emoção, assim, não saber como vamos viver cada dia pode ser empolgante, desde que planejemos pelo menos o começo.

Envelhecer é saber aproveitar o tempo.

Simples assim!

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Talvez a fonte da juventude seja a lealdade a si mesmo.

Existe um provérbio que diz que mentir para si mesmo é a pior mentira. Não se consegue encarar a própria verdade, mas quer que todos aceitem sua verdade.

Já foi dito antes que muitos chegam a uma certa parte da vida sem se conhecer, provavelmente por mentirem para eles mesmos.

Na adolescência essa atitude talvez seja compreensível, afinal uma personalidade está em formação, principalmente pelo fato de precisar se tornar um ser social, muitas vezes finge-se ou adapta-se a um grupo pela necessidade de ser aceito.

Uma das partes mais difíceis da vida é ser você mesmo. Isso significa muitas vezes em não ser aceito e até se calar e concordar para evitar uma briga, principalmente em um mundo com tanta intolerância.

Não significa não ter personalidade, mas dizer que o outro está certo para evitar desgastes, pois quando um não quer, dois não brigam. O detalhe mais importante é não perder  a essência só em concordar ou fazer algo que vai de encontro à sua natureza ao concordar para evitar uma briga. Simplesmente se calar seja a melhor resposta.

A atriz Frances McDormand disse que “o envelhecer, você ganha o direito de ser leal a si mesma”.

Uma pessoa que não consegue ser fiel a si mesma ou aos seus princípios dificilmente será uma pessoa realizada. É o exemplo de uma pessoa passar a vida inteira sendo um profissional numa área escolhida pelos pais. Nunca se tornará alguém com segurança total em si e em relação ao mundo, preenchendo este vazio de diversas formas.

Não existe fórmula mágica para chegar é este nível de personalidade, de encarar o mundo com seus próprios pensamentos. Muitos fazem isso tentando impor, mas já é sabido que estas pessoas não acreditam naquilo que falam, pois se fosse sincero o sentimento, o exemplo já seria suficiente.

De fato, quando se tem certeza de quem é, não precisa provar nada.

Essa é uma diferença importante entre os que envelhecem bem e os que têm medo de envelhecer. Saber que não se descobriu ou pior, não são fiéis a eles mesmos.

Talvez a fonte da juventude seja a lealdade a si mesmo.

Simples assim!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Ter mais idade não é velhice, mas maturidade, se souber ser sábio!

Muito se fala sobre envelhecimento. A maioria dos textos e livros sobre o assunto começa sempre falando que a maioria da população será de pessoas acima dos 60 que nascidos ou crianças. Há muitos anos a distribuição de pessoas de acordo com a idade sempre colocava crianças e adolescentes na base larga de uma pirâmide e aqueles acima do 60 ou 70 como uma minoria.

Com a longevidade sendo cada vez maior e a diminuição do número de nascimentos a pirâmide inverteu.

Este não é o maior problema. Algumas organizações querem começar a classificar a “velhice” como doença.  Isto porque uma série de acometimentos vêm junto, mas é uma condição normal à medida que envelhecemos. Isto não é condição para classificar como doença, pois se assim fosse, ser atleta deveria ser classificado da mesma forma devido aos acometimentos que acompanham seus praticantes de longo prazo.

Betty Friedan, uma importante ativista do feminismo disse que “O envelhecimento não é ‘juventude perdida’, mas uma nova etapa de oportunidade e força”.

Essa condição existe, porém, apesar de toda evolução dos conceitos de envelhecimento e melhoria da qualidade de vida no processo.

Infelizmente amadurecer é associado à debilidade como era há mais de duzentos anos atrás. Muitos podem simplesmente dizer que é um fato que existam doenças e debilidades, mas quase nunca é mencionado que isso depende da vida que se leve, fora os casos de alterações congênitas.

Sem parecer leviano, uma máquina quando conservada, dura muito mais tempo com bom desempenho. O mesmo acontece com o corpo humano. A máquina tem peças de reposição quando quebra. O ser humano, não. O problema é que as “peças” do ser humano demoram anos para parar de funcionar. Justamente quando chega uma certa idade. Daí é meio tarde para “conservar”.

Daí é mais fácil culpar o envelhecimento.

Daí a frase de Betty Friedan faz muito sentido. Tem que ter força para superar as dificuldades que surgirão. Se soube conservar sua saúde, força para ir mais longe. A oportunidade surge pelo fato de ter a chance de repensar sobre a vida. De rever as melhores formas de agir. De aprender a pensar antes de agir por impulso. A oportunidade de ser sábio.

Inteligente quem aprende com os próprios erros. Sábio quem aprende com os erros dos outros.

Ter mais idade não é velhice, mas maturidade, se souber ser sábio!

Simples assim.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Os problemas têm solução e se não tem, por que se preocupar?

 O budismo tem uma frase muito interessante que é “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”.

O jornalista Murillo Leal fez uma adaptação muito interessante. “A preocupação é inevitável, mas o stress opcional”

Problemas surgem e a preocupação vem. Isto causa uma sobrecarga grande na mente da pessoa. Todos temos uma energia vital, mas infelizmente só lembramos disso ao jogar um videogame qualquer, mas na vida não existe cogumelo, cereja, estrela, moedas ou vida extra, ou como queira chamar a revitalização da energia do participante do jogo na vida real. A energia vital se vai aos poucos sendo escassa. O que nós comemos ou dormimos é para reequilibrar. A energia desperdiçada não volta.

Quando temos momentos de fúria ou stress, essa energia se vai mais rápido.

Qual forma de se perceber isso?

Ao terminarmos um processo como este, nos sentimos cansados. Esta sobrecarga  na mente e consequentemente nos neurônios faz com que estes tenham suas funções aumentadas e a demanda de energia é necessária para essas ativações, sem falar que o cérebro precisa se recuperar e isso demanda mais energia.

Muito fácil falar, mas o que pode ser feito?

Em nossa sociedade as pessoas no geral são 8 ou 80, ou pior, 8 ou 8888880. Ninguém consegue simplesmente pensar no número do meio entre 8 e 80 que seria 44.

Ninguém consegue se equilibrar pelas pontas ou extremidades. Fora algum exemplo excepcional que possa surgir, mas a via de regra é que não. Todo equilíbrio situa-se no chamado centro de massa ou centro de gravidade.  

As maneiras de buscar este equilíbrio são múltiplas. Yoga, Reiki, meditação, exercícios físicos, remédios, terapias, psicoterapias, lazer... o importante é que cada um de nós busquemos o que realmente nos faz desligar do stress, sem perder a preocupação, pois se preocupar com o problema é importante para buscar a solução.

Já dizia o poeta “ando devagar porque já tive pressa....”

É a melhor forma de ativar a mente na busca de um envelhecimento saudável. Criar soluções e não se remeter diversas vezes ao problema.

Os problemas têm solução e se não tem, por que se preocupar?

Simples assim!

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Quando se quer sair do buraco, ninguém olha para o fundo dele, mas para onde precisa ir.

Jean-Jacques Rousseau escreveu certa vez sobre o envelhecimento. “A juventude é a época de estudar a sabedoria. A velhice é a época de praticar”. Esta frase somada com outra de Michel de Montaigne que “A velhice nos causa mais rugas no espírito que na face” dá pra dar uma dimensão sobre o que é envelhecer.

Ao contrário do que se espera, a velhice não são só dores e limitações. O problema é como se enxerga este envelhecimento. Quando se é jovem e entra num programa de exercícios e se chegar uma equipe de pesquisa para perguntar “o que você pensa enquanto faz exercícios?”, a resposta sempre será algo similar ao objetivo que a pessoa quer alcançar. Corpo “perfeito” de uma forma bem resumida.

Quando uma pessoa mais velha entra num programa similar e for perguntado sobre o mesmo a resposta será similar a algo como “para perder peso”, “para controlar as taxas”, sempre algo sobre o que quer deixar para trás. Poucos pensarão em “quero um corpo perfeito”.

Essas duas situações podem parecer que são iguais, porém a forma como nosso cérebro processa as informações ajudará muito sobre os resultados. Para iniciar este diálogo a pergunta é: “O que é um corpo perfeito?”.

Muitos poderão até pensar nos ícones do fitness. O corpo perfeito é tão vago quanto a pergunta feita por um programa de pegadinha quando saiu às ruas abordando as pessoas com “Como foi a primeira vez?” e muitos respondiam que foi muito bom, mas até que alguém perguntou “primeira vez de quê?”.

Para um jovem o corpo perfeito pode ser aquele igual aos ícones do fitness, mas para alguns mais velhos a resposta poderá ser surpreendentemente igual. Ninguém pensa num corpo perfeito como um corpo livre de doenças ou capaz de realizar manobras que possam até desafiar às leis da física. Este tipo de pensamento é comum em mais velhos quando sofrem alguma lesão e ficam impossibilitados de realizar algum movimento e numa clínica de fisioterapia projetam tal desejo e imagem.

O cérebro trabalha melhor quando faz projeções, pois usa uma área chamada lobo Frontal, que fica “dentro da testa”, digamos assim. As estruturas desta região trabalham de forma diferenciada do resto do cérebro justamente por ter células diferentes. Isso significa que as reações e respostas, além de realizações serão bem mais eficientes. Diferente quando se faz alguma atividade pensando naquilo que quer deixar para trás, que remete ativar memória. Até o gasto calórico quando se faz projeções para o futuro é maior que quando pensamos no passado.

Talvez por isso que muitas pessoas obtenham melhores resultados quando projetam aonde querem chegar do que simplesmente fugir de algum “lugar”. Isso sem mencionar que a fuga significa disparar os sistemas de alarmes do corpo e isso significa prejuízo mental e físico e inclusive nos resultados quando se pratica um programa de exercícios.

Se queremos envelhecer com qualidade temos que focar naquilo que queremos ser e não naquilo que não queremos ser. Quando se quer sair do buraco, ninguém olha para o fundo dele, mas para onde precisa ir.

Simples assim!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Soluções são capazes de surgir se soubermos procurar

 Alan Curtis Kay é um cientista na área de informática dos EUA e é um dos inventores da linguagem de programação Smalltalk, além de ser um dos pais do conceito de programação orientada a objetos o qual foi premiado em 2003 com o Prêmio Turing.

Conceitos da informática à parte, ele tem uma frase memorável que diz que “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”.

Muitos tendem a acreditar que se algo ruim vai acontecer, acontecerá e logo com ele.

O futuro é incerto e muitos tentam adivinhar e erram. Desde filósofos até analistas financeiros e muitas vezes erram. Dificilmente acertam 100% porque todos tendem a verificar as tendências e para isso existem até estudos baseado em séries temporais e alguns matemáticos como Benoit Mandelbrot que criam “fórmulas” para analisar as tendências de algo  baseado em ocorrências passadas, como oscilações da bolsa de valores. Não acertam quando uma ação irá subir, mas analisam a quando possivelmente ocorrerá e quase sempre acertam.

Quando se fala em envelhecimento a tendência é observar aqueles que já chegaram lá. Geralmente as pessoas acham que envelhecer é ficar debilitado, pois a maioria das pessoas observadas chegam lá desta forma, pois é uma tendência.

Em parte, isso é verdade, mas é interessante se observar que é uma tendência que as pessoas vivem sempre com exageros, portanto chegar à debilidade é quase certo.

Não nos ensinam a resolver um problema, mas a mascará-lo. Se há uma dor, não se investiga, mas toma-se um remédio que alivia a dor. Se não existe um remédio, procura-se uma fuga. Comida e bebida são os mais comuns meios legais. Entorpecentes são os mais procurados ilegais. As pessoas não são viciadas em bebidas ou drogas, mas em fugir da realidade.

Ao longo da vida quando se acumulam os problemas e torna-se comum fugir dele mascarando isso terá um retorno certo no futuro. É uma tendência.

Quem tem uma vida de excessos e fugas criará um futuro com muitas limitações. Quem leva uma vida enfrentando problemas procurando aprender com eles tende a criar um futuro com menos problemas.

Problemas sempre existirão, porém soluções são capazes de surgir se soubermos procurar, desta forma a criação do futuro é iniciada.

Simples assim!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Cometemos suicídios todos os dias quando renunciamos a nós mesmos

 O suicídio é quando alguém tira a própria vida. A origem é latina e vem de suicidium, formado por sui, a si mesmo, e o sufixo -cidium, que representa um assassinato, associado ao verbo caedere, que significa matar. Quando mata uma criança é infanticídio, matar um infante ou criança, patricídio quando é dos próprios pais, genocídio quando é de um povo ou raça, pois geno significa isso...

A forma que se mata são inúmeras. Basicamente pode ser rápida ou lenta. Envenenando aos poucos uma pessoa ou simplesmente empurrando de um lugar alto. Perante muitas teorias ou culturas, uma pessoa que pratica esportes radicais pode ser considerada um suicida. Ele escala uma montanha que oferece altos riscos. Ele pratica um esporte a motor que a máquina chega a mais de 300 por hora.

Uma das falhas da expressão de matar é achar que é só quando a morte acontece apenas de forma “física” ou do corpo. O auto sacrifício mental também é também uma espécie de suicídio.  Uma pessoa que renuncia a si mesmo por nenhum ato nobre é um suicídio. Uma mãe ou pai que renuncia a seu conforto por oferecer algo melhor aos seus filhos é um auto sacrifício louvável. Ou alguém que doa um órgão em vida, sabendo que poderá ter um prejuízo no futuro também é algo aceitável.

Todos os dias e todas as horas existe alguém que renuncia a algo por medo ou baixa autoestima. Isso é um suicídio. Muitos podem pensar que isso “não vai tirar a vida de ninguém!”.  O problema é que quando temos nosso íntimo ferido, isso vai causar uma descarga de hormônios como adrenalina e cortisol que levam a problemas com o sono, sem falar na queda do imunológico que vai afetar na facilidade em contrair ou adquirir doenças que estas sim, podem levar a uma morte física.

A autossabotagem é um dos fatores que mais levam a morte de forma indireta de muitas pessoas. Quando a pessoa renuncia a seus sonhos por uma vida confortável, por exemplo. Alguém que faz um concurso numa área que não é a que se agrada pelo simples fato de ter uma estabilidade e que não usa de seus ganhos pra realizações pessoais.

Algum artista que consegue ser um popstar e fazer fortuna, mas perde sua liberdade de sair tranquilamente de casa e ir até a esquina comprar pão sem ser assediado é outra forma de explicar essa perda. Fama não é algo que você liga e desliga à sua conveniência.

 Esta é a razão pela qual muitas vezes as pessoas comuns não entendem que aquele famoso ou aquele sujeito que tem um ótimo salário entraram em depressão. As pessoas muitas vezes pensam que ter fama e fortuna é a resposta para tudo.

Entender que se fugirmos muito aos nossos princípios básicos pessoais é uma forma de suicídio é um bom começo para começar a sair deste processo autodestrutivo inconsciente que somos levados.

Tudo isso não quer dizer para a pessoa não procurar ser famosos ou popstar, ou ainda não fazer um concurso ou coisas do gênero, mas que isso acontecendo, busque algo que lhe dê prazer real. Não é carro de luxo, mansões ou vida fácil, mas buscar aprender quem é você mesmo e o que você quer.

Aproveitar a fama para ajudar alguém de forma voluntária e anônima. Aproveitar o dinheiro para aprender um idioma que quis quando criança, mas não teve condições. Aprender um instrumento musical. Ler mais livros. Conhecer um monumento histórico que só viu nos livros de história.

O grande problema é que quando começamos renunciar a algumas coisas essenciais, entramos numa roda e desistimos de outras coisas mais por achar que perdemos completamente nossa essência.

Cometemos suicídios todos os dias quando renunciamos a nós mesmos

Simples assim!

sexta-feira, 18 de junho de 2021

A crença no que somos é o que fará quem seremos

 Émile Coué foi um psicólogo que criou um método de psicoterapia baseado na autossugestão. Todos os dias, sob todos os pontos de vista, eu vou cada vez melhor. É conhecido como o “mantra de Coué". Ele dizia que nunca curou ninguém, mas ensinou muitos a se curarem, justamente com a questão de autossugestão.

Muitos acreditam que autossugestão não passa de pseudociência ou charlatanismo, mas quando se estuda um pouco a mente, percebe-se que está longe disso. O fato é que existem charlatões que se apossam disso para ganhar dinheiro enganando pessoas.

Todos os dias fazemos autossugestão e não percebemos. Se pudermos conversar com pessoas que deram certo na vida eles vão dizer que sempre acreditaram nos seus objetivos. Não é sonhar ou planejar, mas acreditar e trabalhar. O mesmo acontece quando tudo dá errado. Trabalha, mas não acredita.

Se você precisa de alguma coisa diferente em sua vida, fazer a mesma coisa todos os dias não vai ajudar e acreditar que não haverá dias melhores também não vai. Isso é autossugestão.

Uma das melhores formas de melhorar a autoestima e acreditar que pode ser uma pessoa melhor é realizando algo por alguém, de preferência um completo desconhecido. Uma atitude gentil. Uma atitude altruísta.

O próprio Émile Coué falou que “o altruísta encontra, sem o procurar, aquilo que o egoísta procura e não encontra”.

Estamos vivendo o século das grandes mudanças e nunca precisamos tanto de empatia. Alguns estão com grandes dificuldades emocionais, outros financeira e outros muitos com os dois. Nunca uma pessoa precisou tanto de outra pessoa como atualmente.

A melhor forma de viver e enxergar as coisas é tentando ver de fora da situação, como as pessoas dizem, pensar fora da caixa, mas não da caixa dentro de outra caixa, mas realmente fora de todas as caixas.

A autossugestão pode ser maléfica ou benéfica, mas só saberemos se enxergarmos de forma neutra.

A crença no que somos é o que fará quem seremos

Simples assim!

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Envelhecer pode ser o declínio da juventude, mas com certeza é o despertar da sabedoria.

 A vida é uma eterna gangorra. Em algum momento estamos em cima e noutro estamos em baixo.

Mesmo estando em cima, sempre temos algo que perdemos para estar lá. Parece confuso, mas é um fato.

No momento que deixamos de sair com os amigos para estudar para uma prova, perdemos este momento de confraternização para ter a chance de nos dar bem em um determinado certame ou evento.

Às vezes perdemos o ônibus para irmos para casa, mas ele quebra no meio do caminho debaixo de uma chuva densa.

Toda vez que temos uma perda é necessário olhar para dentro de nós mesmos para saber o que poderia ser aquele evento específico.

Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de ruim, já dizia Buda.

Existem em algumas graduações uma disciplina que chamam de felicidade, para aprender a ser feliz, mas seria mais apropriado chamar de resiliência ou adaptabilidade.

As árvores que resistem às tempestades são as que são mais flexíveis.

Aquelas mais rígidas tombam, mesmo assim, se suas raízes se mantiverem intactas, ele volta a crescer e a vida segue seu curso.

Sempre haverá um caminho a seguir se tivermos as raízes fortes ou formos flexíveis.

Envelhecer significa saber nos adaptarmos a estas perdas e como podemos aprender com isso.

As pessoas que ficam se martirizando por perdas tendem a ficar no esquecimento delas mesmas com elas. O destino é um grande professor. Nos ensina tudo que precisamos saber. A reprovação virá se não aprendermos o que nos oferece.

Ficar preso a eventos que não deram certos nos faz perder a oportunidade de observar novos eventos.

Numa pescaria, ao perder um peixe normalmente joga-se de volta o anzol na busca de outro peixe. Se cada vez que um pescador perdesse um peixe ele baixasse a vara e recolhesse o anzol para se lamentar daquele perdido, nunca mais conseguiria pescar outro peixe.

A vida não é fácil, mas se torna mais difícil se não aceitarmos as derrotas.

O envelhecimento é a mesma coisa. Talvez não seja agradável envelhecer, mas se tornará desagradável se não aproveitarmos para aprender com a sabedoria que chega com o avanço da idade.

Sempre haverá uma gangorra na vida. Se algo está para baixo, algo com certeza estará para cima.

Envelhecer pode ser o declínio da juventude, mas com certeza é o despertar da sabedoria.

Simples assim!

sexta-feira, 4 de junho de 2021

O nosso inimigo maior somos nós mesmos.

 A necessidade de diminuir o outro mostra que simplesmente a pessoa tem insegurança ou complexos de inferioridade.

Se sentir por baixo é normal, mas estas dificuldades servem para nos fazer aprender algo.

Geralmente quando tem algo em alguém que mal conhecemos, mas nos incomoda é porque estamos realizando algo que os psicólogos chamam de projeção. Nada mais é que se enxergar naquela pessoa e perceber algo que não gostamos em nós mesmos existe naquela pessoa.

Seja por qual for a razão que aquela pessoa nos incomoda, o grande detalhe é aprendermos a lidar com isso e o primeiro passo é aceitar que temos defeitos e ao invés de escondê-los do mundo mostrando superioridade em algo é aceitar e tentar mudar.

O grande problema é justamente esse. Aceitar que precisa mudar, pois mudar significa sair da zona de conforto e a consequência disso é fazer algo que vai causar muito incômodo.

O problema maior não é superar estes problemas, mas lidar com outras pessoas que precisam lidar com suas frustrações complexos de inferioridades que descontarão isso em todos ao redor e possivelmente em nós.

Este é um exercício maior e mais difícil se não conseguirmos nos perdoar primeiro.

Quando não se perdoa o outro, sempre jogamos algo ruim para aquela pessoa que é percebido num olhar, expressões faciais, maneira de colocar as mãos nos bolsos, não importa. Isso é percebido. Sem dúvidas haverá uma resposta proporcional de volta.

Para alcançar um estado de leveza, então, necessitamos exercer a habilidade de encontrar as falhas em nós mesmos, nos perdoarmos delas e aprender a perdoar o próximo que nos incomoda, que teoricamente, ao nos perdoarmos, não haverá necessidade de perdoar ele consequentemente não haverá reciprocidade.

O “inimigo” tem o poder de lhe incomodar, mas ao perdoar, você arranca o poder do inimigo e desta forma você perdoa a si mesmo.

Na verdade, o inimigo não está no outro, mas em si mesmo.

Muitas vezes, para não dizer todas as vezes, o nosso inimigo maior somos nós mesmos.

Simples assim!

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Paciência nada mais é que muito conhecimento. De si mesmo e dos que nos rodeiam.

 As emoções são energias básicas da vida.

Infelizmente nos estimulam muito a controlar as emoções, porém quando dizem isso não quer dizer ponderar, mas bloquear.

Se deixássemos as emoções fluírem, nada seria represado. Quando represamos uma emoção, em algum momento não será possível conter e isso fará com que ela possa vir de forma errada, na hora errada e com a pessoa errada.

Existem locais que você paga para entrar e quebrar tudo com a ideia de extravasar algo represado.

Não que a ideia de quebrar tudo seja ruim, afinal pode ser terapêutico para algumas pessoas, mas é justamente o ruim é chegar a este nível.

De fato, tudo isso é um efeito dominó. No momento que estas emoções vêm à tona, dispara uma cascata de descontroles emocionais que normalmente é um choro e tremedeira. Existe um fato fisiológico no tremor, mas acontece. O pior é que muito adoecem pela queda do imunológico e isto pode levar a uma série de complicações, sem falar de pessoas que já têm algo como hipertensão e diabetes, podem ocorrer complicações das doenças.

O outro lado deste dominó é que muitos na atual sociedade vivem desta forma. Represando suas emoções. Então o sujeito não expõe suas ideias para um chefe com medo de represálias, depois ele não quer ser contrariado pelo funcionário e quando você expõe, extravasa as emoções do chefe.... e isso não acaba nunca até que encontre uma peça de dominó que não cai.

Esta peça nada mais é que aquele sujeito que é chamado de demente, alienado ou desligado, mas que muitas vezes é uma pessoa que consegue rebater todas essas tempestades com um sorriso.

Geralmente estes são aqueles que conseguem colocar para fora suas emoções de alguma forma. Na hora certa ou com a pessoa que merece ouvir. Quando reprimimos as emoções, sejam boas ou ruins, morremos um pouco e se isso for constante, morreremos ao pouco.

Se não for possível, exercícios físicos, tocar um instrumento ou aprender a cantar, aprender uma arte, como um todo, dentre muitas coisas, ajudam bastante. Para isso é preciso a pessoa entrar num processo de autoconhecimento e descobrir seu verdadeiro eu e este é um problema grande, pois muitos não procuram se conhecer, passam 100 anos na Terra, mas não se conhecem.

Primeiro grande passo é buscar o autoconhecimento e daí aquilo que agrada. Se não é possível deixar as emoções fluírem em certos espaços, pelo menos na busca de si mesmo ajudará a achar o ponto de fluência.

Paciência pode se dizer que é uma Pá de Ciência e ciência significa conhecimento. Fazendo um trocadilho ou analogia estranha, a paciência nada mais é que muito conhecimento. De si mesmo e dos que nos rodeiam.

Simples assim

sábado, 22 de maio de 2021

A mudança é o que faz a evolução.

 Platão foi um grande filósofo e tão famoso que muitos nem sabe nada sobre suas obras, mas já ouviram falar dele.

“Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida” é uma de suas grandes frases.

A palavra crise tem muitos significados, mas a origem da palavra significa que uma mudança súbita de qualquer coisa.

Virou sinônimo de algo ruim. Algumas culturas falam que é a hora de criar oportunidades.

Não é da boca para fora. Num momento de crise só temos duas coisas para fazer. Ou ficamos nos lamentando a mudança que ocorreu nos tirando da zona de conforto, ou nos adaptamos ao que aconteceu.

O próprio Charles Darwin menciona isso na sua teoria da evolução. O que melhor se adapta é o que sobrevive.

Existe uma grande teoria que um meteoro extinguiu os dinossauros. Uma teoria recente fala em uma grande mudança climática que mudou algum vírus ou bactéria. Os que foram resistentes, sobreviveram.

Hoje existe uma forte teoria que alguns dinossauros são as aves. De qualquer forma, se um meteoro extinguiu os dinossauros, como outras espécies sobreviveram? A possível data da queda do meteoro coincide com as dos dinossauros, isso baseado no Carbono 14, mas existe uma margem de erro, segundo estes cientistas da nova teoria.

O fato é que realmente aqueles mais adaptáveis sobrevivem. Não o mais forte, como muitos defendem. Se for fazer uma “adaptação” ao termo, nos dias mais atuais, os mais fortes sobrevivem, pois emocionalmente muitos não estão preparados para mudanças. Convencionou-se que a estabilidade é uma coisa boa, porém nosso cérebro funciona melhor quando aprendemos e superamos dificuldades e principalmente nos movimentamos.

As reações que ocorrem nele são grandes e para melhor quando essas três coisas se unem, pois, as áreas do cérebro responsáveis por isso ficam de certa forma interligadas.

Superar-se às mudanças nos faz crescer em todos os sentidos da palavra.

A mudança é o que faz a evolução.

Simples assim!

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Genética e astrologia não determinam muito sobre nosso futuro, mas o que pensamos sim.

 Muitas vezes queremos que tudo seja predeterminado e nada fuja de nosso controle.

Gostamos até de pensar que o nosso destino já está determinado desde a maternidade por conta de signos e genética.

Mesmo para que acredita, nascer em câncer ascendente libra não é sinônimo de destino amarrado.  A própria astrologia diz que é tendência a alguma coisa. Sem falar que existem outras coisas que vão determinar uma série de fatores.

Com a genética também é igual. Temos uma predisposição a sermos algo ou desenvolver alguma coisa. A genética pode determinar cor do cabelo, pele e olhos, mas outras coisas podem ser trabalhadas ou mudadas. Alguém com tendência a ser alto pode ter uma alimentação deficiente e não atingir a altura determinada geneticamente. Pessoas com recorrência de doenças respiratórias podem ter comprometimento em relação ao envelhecimento.

Nem genética e nem astrologia é um destino certo, mas muitos tendem a querer sempre que tudo seja do jeito que planeja.

O planejamento é importante, mas o mais importante é aceitar que nada está sob o nosso controle em relação aos eventos que podem ocorrer em nossa vida.

Podemos controlar a nossa forma de enfrentar as dificuldades e como proceder diante das coisas boas.

Aquilo que pensamos reflete em nossas vidas. Existem casos de pessoas com muita capacidade intelectual que são frustradas na vida pessoal, pois são incapazes de lidar com essas dificuldades.

Daniel Goleman foi autor de uma série de livros sobre inteligência emocional e ele destaca que nosso sucesso ou futuro é muito mais determinado por nosso emocional que intelectual e ele está certo.

Isso reflete no nosso processo de amadurecimento. O envelhecimento é determinado muito mais pelo que pensamos que qualquer outra coisa, pois isso determina como agimos, o que comemos, como dormimos, como agimos etc.

O pensamento polui nossa alma e neste caso, alma não é espírito, mas como sopro da vida ou princípio de vida.

Genética e astrologia não determinam muito sobre nosso futuro, mas o que pensamos sim.

Simples assim!

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Quanto mais conhecer, menos imprevisível será

 Dizem que o acaso é o pseudônimo que Deus assina suas obras.

O acaso é algo permanente e que nunca deixará de existir, mas o grande erro é achar que existe algo de inesperado nestas ocorrências.

Todos os pequenos atos isolados e aparentemente sem conexão têm sua importância na evolução dos fatos.

Para um observador, os caminhos que um jorro de água pode seguir são imprevisíveis, pois desconhece os obstáculos pelo caminho que farão o curso da água mudar, mas existe uma tendência já pré-estabelecida.

Basta pensar que quando se faz um filme, conseguem controlar até uma explosão para dar um determinado efeito. Tudo muito bem calculado. Assim como o chute que se dá a uma bola.

De fato, um segundo que se atrase ou se adiante ao realizar algo pode mudar completamente o destino. Alguns segundos de decisão podem mudar para sempre a vida ou as vidas de muitos.

De fato, não existe acaso, mas um desconhecimento dos detalhes ou das circunstâncias de algum evento.

De fato, existe um predeterminismo para todas as ocorrências que vão acontecer.

Todo pequeno evento sempre determinará o que algo grande e complexo realizará.

O acaso só acontece para um observador que não conhecer os pequenos detalhes que cercam o evento.

Sempre dizem para os atletas, músicos ou artistas que quanto mais treinar melhor será a performance. Essa é a melhor analogia de que os pequenos detalhes sendo bem-feitos determinarão uma melhor previsão de como algo grande poderá acontecer dentro de uma previsão.

O acaso é uma obra magnífica que não é por acaso.

Quanto mais conhecer, menos imprevisível será.

Simples Assim!

Quando aceitamos quem somos, crescemos!

 O medo costuma ser visto como algo negativo, mas foi ele que garantiu nossa sobrevivência ao longo da evolução. Trata-se de uma emoção esse...